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Paulo, com três histórias do mundo do esporte. A primeira, se fosse um provérbio ou uma frase, vai ter a do oito a 80.
É bestial a besta. Este foi rapidamente, mas está a precisar de uma limpeza, de afastar os maus espíritos. Falamos de Andy Carroll, aquela que já foi uma das grandes promessas do futebol inglês. Chegou a ser a contratação mais cara do Liverpool em 2011, quando foi contratado ao Newcastle, um avançado muito alto, um daqueles pinheiros não de Natal, mas lá na frente de ataque da equipe. Custou, na altura, 41 milhões de euros, mas não teve muito sucesso. E a partir daí foi sempre a descer. O ano passado andou pelo Bordeaux, que é um histórico do futebol francês, mas também não está na melhor das fases, e Andy Carroll também não está. Agora está no sexto escalão do futebol inglês, mas isso não é ainda o pior.
Sexto escalão?
No sexto escalão, estes distritais lá de Inglaterra, mas isso não é o pior que lhe aconteceu neste ano. Houve um incidente mais ou menos no início do ano, em abril. Ele foi acusado de violar uma ordem de restrição, uma providência cautelar, e aqui os pormenores não são bem conhecidos, que o impedia de se aproximar de alguém ou de algum lugar. Não se sabe exatamente qual seria o objeto dessa restrição. A verdade é que ele terá violado essa restrição e agora terá de comparecer no tribunal a 30 de dezembro.
Amanhã?
Amanhã, dia 29. E corre o risco de ser condenado a uma pena efetiva de cinco anos de prisão. Andy Carroll, que era, como eu dizia, uma das grandes esperanças do futebol inglês, internacional, e acabou quase como um motivo de piada, um jogador ridicularizado pelos adversários, sobretudo, e um dos símbolos. Hoje, quando se quer falar de um jogador ou quando se quer comparar um jogador a quem as coisas não estão a correr bem, o exemplo que se vai buscar é sempre o do Andy Carroll, que foi contratado por muito dinheiro e que depois não rendeu o suficiente. Vamos ver se as coisas fora de campo ainda lhe correm pior do que dentro de campo, onde não têm corrido muito bem.
Então, se calhar lá pra quarta-feira terás mais novidades sobre este jogador.
Vamos acompanhar. Se fosse em Portugal, provavelmente iríamos direto das televisões à porta dos tribunais. Aqui nós vamos pesquisar.
É isso.
E traremos mais novidades.
Muito bem.
John Terry. Este sim, não foi apenas uma promessa, foi uma certeza do futebol inglês. Já abandonou a competição há algum tempo e agora dedica-se a vender relíquias suas.
Na Vinted?
Não na Vinted, mas na Goldin. Deve ser assim uma Vinted para outro nível.
Como é que chama? Goldie?
Goldin. O nome indica que será já assim para outros bolsos, outras carteiras. Ora, ele pôs nesta plataforma várias camisolas assinadas, medalhas, chuteiras e tudo isto relacionado com a sua carreira. Por exemplo, ele vendeu o equipamento que usou na final da Champions de 2008, que o Chelsea perdeu contra o Manchester United, por quase 6.000 €. Também está à venda na Goldin, não sei se tem dinheiro pra isso, a medalha de campeão de 2004, 2005, a primeira época do José Mourinho à frente do Chelsea e o primeiro título em 50 anos do Chelsea. Ele está a vender esta medalha e a base da licitação é de 114.000 €.
Olha, só pra começar.
Só pra começar.
Ele está a fazer uma limpeza lá em casa.
Ele está a fazer uma limpeza. E uma pessoa pensa: "Será que ele está necessitado de dinheiro?" Porque acontece muitas vezes.
Está a destralhar.
Está a destralhar e isto é para a Fundação John Terry, que ajuda crianças.
Vocês estão a conversar e vocês não viram a cara do Paulo que está a pensar: "Onde é que eu tenho as medalhas dos infantis?" Exato.
Pode vender.
É por uma boa causa.
Neste caso.
Vou fazer contas, Paulo. É verdade. Às medalhas.
Eu há pouco estava a falar do caso de Brigitte Bardot, que vendeu joias nos anos 80 para financiar a sua fundação. John Terry está a fazer exatamente o mesmo para financiar a Fundação John Terry.
Cada um tem as joias que merece.
Pois, claro, e as que consegue vender. Vamos ver o que ele consegue fazer com estas relíquias. Há várias camisolas. Por exemplo, ele tem uma camisola do Cristiano Ronaldo.
Mas essa upa.
Essa vamos ver.
Mas ele tem a camisola porque o Cristiano Ronaldo lhe deu.
Deu.
E ele vai vendê-la?
E ele vai vendê-la. É por uma boa causa. Está disponível a partir de cerca de 11.000 €, portanto será a base de licitação. Não é dos objetos mais caros. Portanto, acessível aqui à carteira do nosso João Miguel Santos, que já está--
O Miguel já está a fazer contas. Já está a licitar.
É um investimento, em vez de criptomoedas, podes investir numa camisola do Cristiano Ronaldo.
O racional não é diferente.
É mais ou menos o mesmo. Espera aí, eu agora tenho aqui uma notícia que isto também tem a ver com...
Isto já vai valer e-mails. Vai.
Polêmicas.
Estamos contigo, Paulo. Queres justificar enquanto o Bruno não quer?
Já está. Então, por falar em amuletos e relíquias, esta é uma notícia trágica. Isto aconteceu na segunda divisão do Burundi. Higoraneza Aimé Guerric, que é médio dos La Guipière du Lac, morreu em campo.
Como?
Agora como? Isto é uma notícia mesmo bizarra, porque parece que engoliu de forma acidental um gris-gris, que é um amuleto associado a rituais de bruxaria e a práticas de feitiçaria e que ele tinha em campo, portanto, debaixo da língua. Parece que ele era já um profissional da utilização deste tipo de amuletos. Já tinha sido criticado por isso, acusado de usar estes amuletos durante os jogos. E agora as coisas correram muito mal, porque parece que ao engolir aquilo, se terá engasgado e sufocado e morreu em campo. Isto é, pelo menos, a história que circula. Vamos ver, é preciso ter os resultados da autópsia. Nós em Portugal tivemos muitos casos, não de amuletos levados dentro da boca, mas de galinhas pretas enterradas, sal.
Há muita superstição à volta do futebol.
Há muita superstição. O Paulo está--
O que se passa com vocês hoje? Eles estão a olhar para ti. Só tenho olhos para ti, Paulo. Não, porque a tua linguagem não verbal quando se fala de futebol é deliciosa. Adoro. Estás há 10 minutos a falar de futebol. Adoro.
Houve um outro caso.
Eu acho que vocês, não sei o que é que tomam de manhã ao pequeno-almoço.
Houve aqui um outro caso envolvendo este jogador, que numa outra situação terá engolido uma moeda de 50 francos.
50 francos? Moeda antiga.
50 francos do Ruanda.
Do Ruanda. Eles estão a tentar multiplicar para euros no Banco Central.
Pois. Eu não sei.
Já não dá. Já passou.
Agora já não dá. Mas ele parece que era useiro e vezeiro nestas práticas e desta vez não teve sorte. Paz à sua alma.
Muito bem.