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Arranca agora o Três Toques, sempre com o Júlio Magalhães e também em direto no YouTube, Facebook e no site do Observador. Começou por quê? Porque ontem, apesar da crise política, o mundo não parou.
Estás a brincar.
Não parou, é verdade.
Não parou?
É, continua a andar.
É difícil de aceitar, mas parece que sim.
É, mas continuou.
Continua.
E temos notícias fresquinhas cá dentro e lá de fora. Júlio, avança, porque até de sismos podemos falar e mais não digo.
Sismos?
Uhum.
É verdade, quem diria? Pois bem, como vocês sabem, ontem foram encontrados os finalistas da Taça de Portugal. Ninguém sabe disto ainda, mas eu vou vos dizer: o Porto e o Braga vão à final da Taça.
Estás a brincar.
Não sabiam? É verdade. O Braga já estava apurado. Isto já sabiam, que o Braga estava classificado há dias.
Enfim, do Porto, não.
Do Porto, não. Foi ontem, ainda ninguém sabia. Ganhou ao Famalicão. O Famalicão saiu de cabeça erguida, mas perdeu. E, portanto, Porto x Braga na final. O que mais ficou decidido ontem também, apesar da crise política e que o mundo estava a andar? O Nápoles, 33 anos depois, é campeão de Itália. Ontem empatou, era o resultado que lhe faltava e foi campeão. Vocês vão ver as imagens nas televisões e vão ver como foi impressionante a festa, desde Diego Armando Maradona, há 33 anos, que o Nápoles não era campeão em Itália. Vocês querem saber que no domingo passado, no jogo com a Salernitana, que é a equipa treinada por Paulo Sousa, se o Nápoles ganhasse já era campeão. E, portanto, a festa já estava montada no estádio Diego Armando Maradona, em Nápoles. Quando o Nápoles marcou um golo, em Nápoles registou-se um mini sismo de 2.0 na escala de Richter.
É sério?
Pela vibração das pessoas. É verdade. Agora, ontem, o estádio Diego Armando Maradona, embora o Nápoles tivesse jogado em Udine, o estádio estava lotado porque os adeptos foram para o estádio ver o jogo e pela cidade toda. Ontem foram mesmo campeões. Agora vou fazer as medições e depois digo-vos quanto é que tremeu ontem a cidade.
Olha, mas já vi imagens das ruas da cidade em festa e são impressionantes.
É uma curiosidade.
Eu vi uma foto, de facto, é impressionante. Olha, mas recorda-me, sobretudo, aquele filme do Sorrentino, "A Mão de Deus". Vale a pena. Sobre a passagem do Diego Armando Maradona lá pelo clube.
É verdade.
Aquilo foi. Mas é uma curiosidade.
Pronto, é uma curiosidade.
Também não sabia que era senhor ganha, já te disse, é impressionante.
Não?
Mas importa.
Não dás nomes aos bois. Não deu notícias.
Ninguém sabe.
Ninguém me liga. É o máximo que eu posso concluir.
Não, mas isso é verdade.
Ó Júlio, tu estás longe, mas aqui continua tudo na mesma. Pessoas à procura de atenção aqui no estúdio.
Já vi que sim.
Muito bem. Olha, eu como não tenho memória curta, lembro-me que o ciclismo tem um papel importante na história já longa destas nossas manhãs aqui. Aliás, é uma das modalidades clássicas aqui, não é, Júlio?
É mesmo, então faz parte da nossa história.
Claro.
É o nosso ADN.
É.
E sobretudo o Giro d'Italia.
É muito giro.
Não sei se sabem, mas eu estou cá para isso, basicamente. Não é pra fazer o giro da Itália, calma.
É pra falares do Giro.
É pra lembrar estas coisas.
Olha o Giro.
E a partir de hoje começamos a andar de bicicleta e a seguir o Giro, onde temos grandes esperanças. Júlio, explica lá de que é que estamos a falar e como é que vai ser a nossa vida nas próximas três semanas. Eu acho que a Maria João é que é a nossa apresentante, não é?
Vai ser gira.
Vai ser gira. Pois é, vamos ter que acompanhar. Vinte e dois dias agora, a partir de hoje, começa o Giro d'Italia. Vinte e dois dias, os ciclistas vão correr quase 3500 km. Só têm dois dias de descanso. É subir e descer montanhas, enfim, é aquilo que vocês sabem. E este ano, com esta particularidade, é que o nosso João Almeida é o chefe de fila da Emirates, da equipa dele, e, portanto, é considerado um dos candidatos, embora haja outros mais importantes. Mas uma equipa tem sempre o chefe de fila, que é aquele para quem toda a equipa trabalha. É como acontece aqui, vocês estão a ver.
Claro.
Explica lá isso.
Temos a Carla, a Carla e a João são as chefes de fila, eu e o Paulo somos os aguadeiros.
Noto aqui uma certa crítica. Vocês metem muita água, isso é verdade.
Não é crítica, nada. É que é assim mesmo, é o espírito do ciclismo. Os outros trabalham todos para aqueles que são os líderes.
Olha só.
E, portanto, não é crítica.
Nós perdemos dar ao pedal, é verdade.
Sim, o mundo é assim.
Estamos aí a pedalar.
O mundo, a vida é assim. Estamos aqui pra isso. Quando uma de vocês, enfim, abdicar, salve o Paulo, pronto, e trabalhamos todos na mesma. Bem, estava a dizer, é isto o ciclismo, de facto. E, portanto, a partir de hoje temos que seguir com muita atenção o Giro, porque vamos ver como é que se porta o nosso João Almeida. Há muitas esperanças no ciclista e o Giro é uma das provas mais importantes do desporto a nível mundial, mas é de todo o desporto. Há milhões que veem o Giro d'Italia através da televisão, ao vivo, claro, e vão ver aqui através do Observador também.
Claro que sim, está combinado, Giro.
Não podemos falhar.
Como sempre, eu gosto de cumprir promessas.
Pronto, tem que vir aqui a lição de moral.
Claro, porque o Júlio disse aqui que o Campeonato do Mundo de Bilhar não estava fechado, apesar de já termos um campeão, neste caso, um chinês. Mas eu andei a ler sobre o que foi este campeonato e como sempre, vocês sabem disto, eu gosto de olhar pra floresta e descobrir outros protagonistas. Já passei os dados ao Júlio.
O que é que estás a dizer?
É como que o peixinho de memória.
Força lá, Júlio.
Gosta de ir pra floresta, não sei o quê. Pronto, enfim.
Escutar a avozinha.
Vá, continua com a floresta.
Não, agora quero passar ao nosso aguadeiro, Júlio Magalhães.
Não há paciência.
Agora é a minha.
Vá, Júlio.
Olha, pronto, vamos aí frente que atrás vem gente.
É isso.
Este campeonato do mundo, já vos contei, foi inédito. Um chinês ganhou ao russo, foi uma final extraordinária. Havemos de falar ainda dessa final, mas fica marcada por um senhor que se chama Brandon Moore, que era o árbitro do jogo, o juiz da partida. Não sei se vocês já viram imagens do Campeonato do Mundo, o bilhar tem regras. Os jogadores jogam de fato e sapato preto, de colete. Os árbitros estão vestidos também com smoking, usam luvas brancas porque pegam nas bolas e portanto têm que ir tirando uma bola branca ou a bola preta e pôr de novo no tapete do bilhar e portanto tem que ser com luva branca porque a bola não pode ter atritos, limpam a bola e são eles os juízes. Esta final foi no Crucible Theatre em Sheffield, que é considerado a Meca do bilhar, é o Maracanã, é o Estádio Wembley do bilhar. As finais do mundial são sempre lá desde 1977 e todo jogador ou profissional de bilhar tem o sonho de jogar. Este Brandon Moore era o motorista das pessoas que iam assistir às finais do Campeonato do Mundo em Sheffield, conduzia um autocarro e começou a interessar-se pelo bilhar. Foi andando, começou a jogar e ia de vez em quando, como estava lá no autocarro à espera das pessoas, entrava e via também os jogos. Acabou por se interessar e tornou-se no árbitro mais famoso do mundo ou no juiz, se vocês assim quiserem, no juiz mais famoso do mundo. E é ele que desde 2008 é o juiz das finais do Campeonato do Mundo ali naquele palco, que é uma Meca do bilhar ou a Catedral do bilhar, se vocês quiserem. E este fim de semana foi o último. Este jogo representou o último jogo dele, foi a despedida. Como juiz, foram momentos emocionantes. Há um jogador que um dia numa final tinha os sapatos que estavam a aleijar e quis jogar descalço e ele não deixou e obrigou a que esse jogador fosse à plateia e alguém da plateia lhe tivesse emprestado uns sapatos para ele jogar. Para cumprir aquilo que são as regras absolutamente rigorosas de um jogo de bilhar. E portanto, este fim de semana foi o último jogo dele e fica na história, de facto. Tem um percurso em que veio de motorista de autocarro, em que levava as pessoas para ver o jogo e acabou como o juiz mais famoso do mundo e retirou-se este fim de semana.
Falaste em fim de semana emocionante.
Que história inspiradora.
Falaste em fim de semana emocionante. Vem outro, não é? No campeonato.
O campeonato está ao rubro. Isto vai ser outra vez escaldante. O Benfica está com quatro pontos, o Porto está com quatro pontos e o Braga seis. O Braga vai jogar e os adeptos ontem já estão a dar ânimo à equipa do Braga. Os adeptos do Braga também já estão a sonhar com o título, porque amanhã é o Benfica-Braga. Precisamente.
A luz.
Vocês estão a ver o que é que vai ser. E o Porto vai jogar à Roca na segunda-feira, portanto, está tudo dependente dos resultados uns dos outros. O Nelson ainda vai fazer o relato, claro. Pois, podemos ir lá ver o jogo e conversamos.
Sim, com certeza. Para o Paulo ir à Roca. E mais? Para terminar, Juca.
E mais? Não há assim mais nada. Não tenho assim muito mais para vos dizer. É desejar-vos um bom fim de semana.
Já vai? Já tem o trânsito em Londres.
Não, ainda vou falar do trânsito em Londres.
É muito importante, para que está aqui?
Muito bem. Dê um abraço ao Rei Charles.
Eu já dei.
Já? Um high five.
Um high five.
O Rei Charles.
Não sei. A novidade é só essa.
Podemos ir?
Não, deixa testar.
Vai montar a tenda, Júlio. Júlio Magalhães.
Vou montar a tenda e pronto.
E Três Traques da Rádio Observador.