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Começa agora o Três Toques com o Bruno Vieira Amaral. Vamos lá à pergunta do dia: quantas Ligas dos Campeões venceu Paolo Maldini ao serviço do AC Milan?
Lembram-se do Maldini?
Se não se lembram!
Ainda é. Tem 56 anos.
O grande Maldini.
Está impecável.
Está impecável. Recomenda-se.
Está ali para as curvas.
A Carla não se lembrava.
Eu estou a descobrir agora.
Contam-te coisas do Maldini?
Normalmente, as mulheres só se lembram do Maldini.
E está bem. A idade também lhe fez bem.
Está com 56 aninhos.
É uma excelente idade, é a minha idade favorita.
A mim também.
Este ano.
Maldini. Então, quantas Ligas dos Campeões? Vá lá, agora é assunto sério.
Quero que vocês digam.
Eu sei lá quantas Ligas dos Campeões.
Foram mais de mil.
Campeões Europeus, é isso?
Ele ganhou Taças dos Campeões e Ligas dos Campeões.
E tu queres as duas?
Não, as duas, tudo.
Já podias ter dito.
Assim é mais fácil.
Não faço ideia, Bruno.
Mas ganhou. Posso-vos dizer que pelo menos uma ganhou.
Quatro.
Quatro. Não está mal.
Três.
Três.
A Carla já acertou.
A Carla já acertou.
E tu, Maria João?
Duas.
Duas. Posso dizer que ganhou uma ao Benfica. Enquanto não chegamos à resposta, temos a pergunta que se impõe hoje: quem será o pai da criança? Não é a pergunta do dia.
O que é que se passa contigo?
Era o que eu queria. Eu devia ter posto aqui.
Não, mas tinhas de dizer: "Isto não é para brincadeiras".
Cantar. Não é a pergunta do dia, mas podia ser. Vamos até Paris, ao Paris Saint-Germain, um clube que tem muito dinheiro e muitos problemas. É a prova de que o dinheiro não traz felicidade. Não é isso que as pessoas gostam de dizer?
É verdade.
É verdade. E o Paris Saint-Germain é um desses exemplos, mas não sei se funcionará só no futebol. Luiz Enrique, o treinador espanhol, lá se vai aguentando com todos os problemas. Só que a relação com alguns jogadores não é a melhor. Não é perfeita. Questionado na semana passada sobre Ousmane Dembélé, um daqueles jogadores abençoados com mais pés do que cabeça, o treinador disse que não era nem pai, nem irmão, nem mano do jogador. E esta semana, Dembélé, que até marcou um gol na vitória do Paris Saint-Germain sobre o Lyon, veio confirmar e responder ao treinador. Sim, ele disse que o treinador não é meu irmão, também não é meu pai. Caso resolvido, para quem ainda tinha dúvidas se haveria aqui algum grau de parentesco e se havia uma boa relação. Parece que não há, há uma relação um bocadinho fria entre os dois.
Estranho.
Quando um treinador vem dizer: "Não sou pai" e o jogador: "Pois não, não és meu pai".
Sim. Tu não mandas em mim.
É um bocadinho estranho. As coisas do mundo da bola com muitos milhões à mistura.
A próxima história é de alguém com um pai bem conhecido.
Lá está. É o senhor Maldini, o Paolo. Pai e filho foram muito conhecidos, são lendas do futebol italiano e do AC Milan, em particular. Cesare, o pai, já morreu. Paolo já pendurou as botas. Agora é o neto de Cesare e o filho de Paolo, Daniel, que mantém viva a tradição. Já jogou no Milan, agora não joga. E o que é que acontece aqui? Paolo, talvez o mais conhecido dos três, antigo defesa esquerdo e central, e um dos maiores nomes da história do Milan, nunca vestiu a camisola de nenhum outro clube, jogou toda a carreira no Milan. Teve um pequeno desencontro com o seu clube de sempre. O clube "esqueceu-se" de o convidar para a gala do 125º aniversário do clube. Depois de abandonar a carreira de jogador, Paolo Maldini manteve a ligação ao clube. Foi durante cinco anos diretor técnico do clube, só que saiu em 2023. Não saiu muito bem, foi uma saída um bocadinho problemática. E agora o clube vingou-se dele. Só que ao executar esta vingança, está a vingar-se de uma lenda e demonstra uma falta de respeito para com a história do próprio clube. Paolo Maldini não se ficou, veio para as redes sociais, que é onde as pessoas agora resolvem todos os problemas, eu acho muito bem, e disse: "Parabéns ao AC Milan pelo 125º aniversário. Ninguém poderá jamais minar a vossa ligação com a família Maldini. A história é memória." Pumba!
A história é memória. E caiu constrangido.
É assim mesmo.
É assim mesmo. Vamos continuar a Itália, mas desta vez ninguém está zangado com ninguém. Pois não?
Não.
Então não tem interesse nenhum a história.
Tem, sim senhor, Paulo. Tu não sabes, mas eu conto. Aliás, já falámos aqui também desta história do jogador da Fiorentina, Eduardo Bove, que no início do mês, durante um jogo, caiu inanimado num jogo contra o Inter de Milão. Ele esteve internado 12 dias, foi-lhe implantado um desfibrilhador depois de lhe ter sido detetado um problema cardíaco e agora teve alta. E uma vez mais, nas redes sociais, publicou uma longa mensagem a todos os adeptos. Diz esperar poder voltar a jogar futebol. Uma coisa é certa, com o desfibrilhador não pode jogar em Itália, porque a Federação Italiana não o permite. Aliás, houve o caso do jogador dinamarquês, o Christian Eriksen, que na altura jogava em Itália e que teve de sair depois de lhe ter sido implantado também um destes aparelhos. Poderá ir para outro país prosseguir a sua carreira no futebol. Também há outra questão: este aparelho, no caso de Bove, é movível, portanto poderá ser retirado, mas é muito pouco provável que venha a ser, porque parece que o problema não é de fácil solução, tem mesmo de usar permanentemente o desfibrilhador. Por agora, o mais importante é que o jogador está bem de saúde, voltou à sua vida, não normal, ainda não voltou à competição, como é óbvio, mas pelo menos já saiu do hospital, está bem e é uma história que acaba bem. Por isso, estás a ver, Paulo, era uma história bonita e importante, não era uma história que não tinha interesse nenhum.
Tem interesse, sim, senhor.
Tem sempre interesse. Quantas Ligas dos Campeões venceu Paolo Maldini ao serviço do AC Milan?
Falharam todos. Cinco.
É?
Cinco. Duas no antigo formato, Taça dos Campeões Europeus contra o Steaua de Bucareste e contra o Benfica, e depois três no formato Liga dos Campeões contra o Barcelona, Juventus e Liverpool. Cinco Taças.
Grande Maldini.
Monstro.