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Está no ar o "Três Toques", sempre com o Júlio Magalhães. Já sabe que, para além de nos ouvir aqui na Rádio Observador, também nos pode ver e acompanhar via Facebook e YouTube. Carla, passo-te a bola? Eles já queriam a bola. Viram isto e já se ganharam.
Nesta nós não esperamos nada.
Fair play. Há uma coordenação aqui muito grande, esta equipa.
Maria João a falar de fair play. Não comentamos.
São os mecanismos, são os automatismos a funcionar. Como isto é um programa de informações absolutamente importantes e fresquinhas, Júlio, quer falar de alta tecnologia? Dominas tanto isto. Eu estive a estudar e uma vez que os campeonatos estão a começar, eu tenho a certeza que ainda há muito pouca gente a saber sobre isto. Estou a falar do fora de jogo, que dá tanta polémica e, por isso, avança, Júlio.
É verdade. Isto está ligado? Está. Temos um "Três Toques" a falar em alta tecnologia. Temos um "Três Toques" altamente pedagógico.
Como sempre.
Como sempre. O resto é sempre assim. Mas olha, esta é mesmo fresquinha, fizeste uma boa investigação.
Ele não estouva nisso.
Não. É muito boa, não é preciso aí nisso.
Em tudo, pois.
Vocês sabem que a questão do fora de jogo é, neste momento, mesmo a maior dificuldade. Quando há um golo, ninguém arrisca validar. O jogo para, esperamos uma eternidade pelo VAR para ver se um dedo do pé estava mesmo à frente e, portanto, o golo não vai ser sancionado. Pois bem, já esta época vão começar a testar e já a pôr em prática, o começa no Campeonato Inglês, mas não sei precisar, por acaso, se vai alargar já a todos os campeonatos. Aquilo que eles chamam de detecção semiautomática de fora de jogo. Isto é importante saberem.
O Paulo Ferreira aprendeu.
Vocês estão impressionados com estas informações, mas agora perguntem como é que isto vai funcionar.
Como é que isto vai funcionar?
Ora bem, eu vou explicar e é preciso estarem muito atentos ao que eu vou dizer. Os nossos ouvintes até convém parar o carro, concentrarem-se, se não pararem o carro nem vão perceber nada disto. Mas pelo menos ficam com uma ideia. Esta detecção vai ser feita com 13 câmaras dedicadas, montadas no teto no estádio. Há estádios que não têm teto.
Por isso que eu ia dizer.
Mas há uns fios. Têm cabos. Para seguir a bola e até 29 pontos do corpo de cada jogador. Não me perguntem quais são os pontos, também não sei. E por que é que são 29 e não são 30, também não me faço ideia.
As extremidades.
Deve ser, sim.
Joelhos, pernas, braços.
Pois, mas 29.
Nariz.
O nariz, pois.
Cada polo, se tiver.
Pois, eu sei do que falo.
Ora bem, isto 50 vezes por segundo, calculando a posição exata no campo. O que é que quer dizer? A bola vai ter um sensor dentro que envia dados da posição 500 vezes por segundo. Estão a ver? Estes dados chegam. O Paulo sabe disto.
O Paulo já está com muita atenção.
Para ele é boa moeda. Portanto, vai ter esse sensor. Estes dados vão chegar à sala do VAR, que os valida revendo o lance e logo é informado o árbitro central do campo. Espera-se que tudo isto, jogada, fora de jogo, análise, decisão, demore entre 20 a 25 segundos. Como sabem, hoje em dia leva o dobro, ou muito mais que isso. Às vezes estão ali quatro, cinco minutos, ou três, ou seis. E é isto. Qualquer dia não é preciso árbitros. Sentamos os árbitros lá numa cadeirinha, a ver o jogo.
E assim não resolve os problemas do futebol.
Pois não.
Há polêmica sempre.
Estão aqui os especialistas. O campeão é. É o campeão. Está aqui.
Devia entrar mais vezes no campeão ele.
O futebol é a única modalidade onde, apesar da introdução de tecnologia, que vai resolver muitas dúvidas noutros desportos, há sempre confusão. O ténis resolve o tema todo.
O rugby também.
O atletismo, fotofinish, ciclismo. No futebol, a introdução de tecnologia.
Fotofinish?
Fotofinish. É aquela fotografia tirada mesmo.
Então dá razão ao doutor.
João é mais Photoshop.
No futebol, a introdução de tecnologia, em vez de resolver dúvidas.
Vai trazer mais chatice.
Vai aumentar ainda mais chatice. Mas enfim.
Vai, Paulo, agora que estás aí. Estás mesmo a segurar.
Mas vai ser desta, Júlio.
Eles também estão impressionados. Vai ser desta. Fica só esta informação que pouca gente sabe. Os nossos ouvintes, depois disto, até na vida deles vai ser diferente.
Não vai ser engraçado como é que isso funciona.
Não vai ser engraçado. És tu, Paulo.
Isto não és tu, Júlio. Sou eu, e quero indignar-me. Posso? Não se importam, não é?
É um direito.
É um direito, um direito à indignação. E quero indignar-me com um senhor chamado Aurélio de Laurentiis. Tu colocas estes nomes que são...
Quando se colocam os Zs, era difícil.
Que é um dos homens mais poderosos de Itália, que fez fortuna na área dos media e de cinema, e que também é presidente do Nápoles. Mas vocês perguntem-me lá por que eu estou indignado.
Paulo, por que estás tão indignado?
De onde vem essa indignação?
Júlio, por que eu estou indignado? Diz-me lá. Não, até me custa dizer, por isso vou pedir aqui ao Júlio que seja ele. Mas só vos dou uma dica: ele quer dar cabo da CAN ou do CAM, do Campeonato Africano. E isto não pode ser.
Já percebi.
Tocarem na CAN é tocarem num nervo muito sensível. Hoje mesmo ainda vou ligar, mas é melhor vocês perceberem melhor até onde é que pode ir esta loucura.
Vais ligar ao Aurélio?
Conta tu que eu já não consigo ir além disto.
Como sabem, o Paulo Ferreira, verdade seja dita, o que é justo é justo e as verdades têm que ser ditas. Tem-nos dado aqui verdadeiras aulas e alimentado a nossa cultura sobre o futebol africano e sobretudo sobre a competição mais importante daquele continente, que é a CAN. E este campeonato tem sido seguido aqui por nós, porque nunca devemos esquecer quem nos ajuda, neste caso o Paulo. Traz-nos toda a cultura africana e, como sabem, o campeonato é em janeiro.
Não me rivaste, não vamos conseguir chegar ao fim desta rubrica, pena.
É da Carla, não é?
Isto estamos a dizer que é. Temos de chegar aos anos.
Ainda não chegámos ao De Laurentiis, não é?
E é em janeiro, a altura em que enche de notícias aqui no Três Toques. Se não fosse a CAN em janeiro, nós não tínhamos o que dizer no Três Toques. Mas vamos ao que interessa. Este De Laurentiis é o presidente do Nápoles. Disse ontem que nunca mais vai contratar jogadores africanos. Caiu-lhe tudo em cima, racismo, discriminação, enfim, tudo o que possam imaginar, mas tem tudo a ver com a CAN. Diz ele que não está para pagar ordenados mensais a jogadores que depois vão um mês e meio a dois meses para a CAN e as equipas, os clubes, ficam sem esses jogadores africanos e os treinadores também sem eles para jogar. E por isso, disse ele: “Acabou. No Nápoles, jogadores africanos nunca mais”.
Estava a ver que a Rosa tem razão.
O Paulo tem razão.
Qualquer pessoa se indigna com isto.
Pronto, podemos avançar.
Vamos avançar. E eu hoje vou fazer de provedora dos nossos ouvintes.
Muito bem.
Alguém tem de fazer isto, pelo respeito que temos por eles. Eu gosto de trabalhar para quem nos ouve e por isso, Júlio, traz-nos aqui um dos milhares de e-mails. A caixa de correio sempre enchida.
Enchida, sempre.
Este é de um do nosso ouvinte e leitor, a propósito da polémica que falaste ontem que envolve as mulheres de Jamie Vardy e Wayne Rooney, no caso a Rebecca Vardy e a Coleen Rooney.
Eu ontem, por acaso, disse Nancy Rooney. Enganei-me.
Estavas a pensar na Pelosi.
Estava. Bem, fazer esta correção, porque o ouvinte fez. Não fez, por acaso foi simpático. Pôs o nome e eu vi logo. Pôs o nome, só podia ter dito: “Olhe que não é Nancy Rooney, é Coleen Rooney.” Não, pôs o nome.
Com subtileza.
Exato, foi com classe.
Sempre, os nossos ouvintes são assim.
Bom, e este nosso ouvinte, Luís Patrão, depois de ouvir aquela história que aqui contamos ontem sobre a enorme polémica entre estas duas mulheres dos jogadores, mandou um e-mail para já dizer muito bem de vocês, deste programa, e que ele diz que ouve o nosso programa da manhã religiosamente. É o único também. E a dar-nos informações, por acaso, muito curiosas e que não sabíamos. A Rebecca Vardy, a mulher do Jamie Vardy, é filha de uma inglesa e de um português. Sabem como é que se chama o pai dela? Isso foi o nosso ouvinte que nos mandou.
Não.
Joaquim Miranda.
Ah.
É incrível.
É.
Esta Rebecca Vardy é que vai pagar 3 milhões à mulher do Rooney. Era a que andava a passar as intriguices todas do WhatsApp. E sabem de onde é que é o pai?
Não. De onde é que é?
É da Madeira. Mas mais outra história extraordinária que este ouvinte nos mandou. Enviou-nos este também, um link do The Guardian sobre um enorme trabalho que este jornal dedica ontem a uma jogadora da seleção inglesa chamada Lucy Bronze. Ora esta Lucy Bronze é das mais importantes jogadoras da seleção inglesa, que venceu no domingo o Campeonato da Europa de Seleções. Imaginam que a história é toda em redor de Portugal. Agora perguntem-me: como é que se chama o pai da Lucy Bronze?
Como é que se chama?
Joaquim Bronze. E de onde é que é o pai?
Da Madeira.
Não, de Lisboa. E o irmão vive cá. Também a mãe é inglesa, o pai é português. O irmão dela ainda vive cá. Ela quis jogar na nossa seleção e foi rejeitada. Há muitos pormenores, é um trabalho extensíssimo do The Guardian.
Sobre ela.
Sobre ela. Cidadã inglesa, então, como foi rejeitada na seleção portuguesa, chegou à seleção inglesa, joga no Manchester City e é uma das estrelas da equipa. Vale a pena ler aquilo. Se calhar amanhã, na conferência de imprensa, dou mais pormenores sobre este artigo, esta entrevista ao The Guardian, desta jogadora que é muito interessante mesmo. Amanhã é festa.
Amanhã é festa de verão.
Pôs lembretes para amanhã? Ainda temos tempo para os lembretes? Não.
Sim.
Notícias fresquinhas. Houve Libertadores esta madrugada.
Outra vez a jogar de madrugada.
Sim, outra vez os dois jogos. À uma e meia, eu estive até às 4:00 a ver os jogos. O Atlético de Minas Gerais, onde joga o Hulk, empatou com o Palmeiras, Joel Ferreira. 2-2. Portanto, tudo em aberto para a segunda mão em casa do Palmeiras.
E mais? Mais jogos.
E o Vélez Sarsfield jogou com o Talleres. Quem é que treina o Talleres? É o Caixinha. Pedro Caixinha, que é português. Empataram. Não, ganhou o Vélez Sarsfield 3-2. Não, 3-2 fora de casa. Na segunda mão ainda pode recuperar. Portanto, são dois resultados animadores para dois treinadores portugueses, sendo que o Vítor Pereira tinha perdido com o Flamengo. Pronto, lembretes, acho que é o que falta.
Já marcaste cabeleireiro para amanhã?
Já está tudo marcado. Eu tenho que vir para aqui às 3:00 da manhã outra vez montar isto tudo.
Para remontar isto.
Pois, claro.
Só as luzes. Olha, temos maquiadora também.
Tudo, não falta nada. Amanhã é de festa de verão, despedida Três Toques desta temporada.
De uma altura em que começa a temporada.
E lembra-me uma coisa que ninguém sabe, é que o campeonato começa amanhã.
Pois.
Mas não é o campeonato dos palpites, isso.
É com cabelo branco, não achas?
Não vai haver campeonato dos palpites.
Eu vou ser a campeã perpétua.
É, pois vais. Mas começa amanhã o campeonato.
Tu vais de férias, ficas bem.
Ainda bem que avisas.
O Paulo ainda bem que avisa que não vai haver. Pois é, amanhã dão um pontapé de saída, é verdade, o Benfica e o Arouca.
Pronto, mas amanhã é festa de verão.
Eu estou admirado que vocês hoje estão aqui com uma tranquilidade. Não querem avançar?
Não, queremos acabar.
Pronto, é que eu estou aqui.
Já está na hora.
Estão a encher.
Eu estou aqui a não fazer nada.
O Júlio põe ordem nisto.
Júlio Magalhães e Três Toques das manhãs, 360, é sempre no fim do jornal das 20:00.