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Qual é a primeira coisa que um treinador faz quando chega a um novo clube?

Veste a camisola.

Veste a camisola. Muito bem. Maria João.

Sim.

A primeira coisa que um treinador faz quando entra num clube é: o que achas?

Vai ao refeitório ver a qualidade.

Vai ao refeitório.

Ver a comidinha.

Paulo, tu com a experiência?

O Paulo vai ser o que.

Olha, eu sempre que chego a um novo clube é aprender o nome dos jogadores. Aprender o nome dos jogadores, muito bem.

Bem visto.

Mas há treinadores que têm preocupações um bocadinho mais básicas. Foi o que aconteceu com o novo treinador do Chelsea, Liam Rosenior. Espero estar a dizer direito.

Estás.

Rosenior. A primeira coisa que ele fez não foi táticas, não foi olhar para o plantel e ver que tática ele podia inventar para tirar o melhor destes jogadores, não foi ir ver as condições do refeitório. Certamente é importante e acho que é a segunda coisa que ele vai fazer. A primeira coisa, não sei se qualquer treinador faz, mas que este treinador fez, foi explicar algumas regras básicas, não do comportamento em campo, mas de higiene. Lavar as mãos.

A sério?

Lavar as mãos. Para contextualizar: o Chelsea está com algumas baixas de jogadores.

E ele anda com medo das viroses.

Com gripe, viroses. E ele disse: "O melhor é falar com os jogadores e explicar a importância de lavar as mãos." Eu estava a imaginar o treinador do Chelsea com aqueles tutorials que havia para lavagem das mãos.

Quando era três minutos.

Três minutos, exatamente. E depois secar bem as mãos.

Entre os dedos, a palma da mão.

Exatamente. Eu acho que isso é fundamental. Hoje, os treinadores têm de ser muito versáteis, têm de dominar diferentes áreas, desde a tática, técnica.

Os mind games.

A psicologia, lá está. Mas também dizer aos jogadores: "Meu amigo, já lavaste as mãozinhas?" Xixi, cama e aquelas coisas que qualquer bom pai sabe que tem de fazer. E eu acho que é importante, porque a verdade é que o Chelsea com estas viroses e gripe, talvez gripa, não é uma equipa secundária, mas tem tido baixas importantes. Então quando chegam a um novo clube, já sabem, comecem pelas regras básicas de higiene para garantir que têm o número máximo de jogadores ao dispor. É uma espécie de Operação Mãos Limpas no futebol. Paulo, se fizessem uma Operação Mãos Limpas no futebol, nunca mais ninguém apanhava gripe. Vamos passar para as presidenciais. Não temos ouvido muitos candidatos a falar sobre desporto.

Pois não.

Sobre uma prática desportiva. Vimos o Covilhã e Melo fazer rafting.

Rafting, sim.

Sim.

E Cotrim de Figueira também fez um jogo de futebol.

Pois fez, é verdade. Uma São Silvestre para aí.

Eu acho que viu correr ou participou?

Sim. Também correu. Muito bem. Todos correm, não é? Não se diz que isto é a corrida ao Olimpo. É uma corrida, mas alguns correm para trás. Já falámos aqui há uns tempos daquele senhor espanhol que bateu o recorde a correr para trás com saltos altos.

Já não bastava ser para trás, de saltos altos.

Saltos altos. Alguns candidatos nesta corrida correram mais ou menos da mesma maneira, para trás e de saltos altos ou rasos, já não sei. Sapatos rasos. Bem, Manuel João Vieira. O que ele tem a dizer sobre o futebol? Quem não sabia, ficou a saber, porque ele deu uma entrevista ao jornal Record.

O que eu acho no futebol é que é um desporto para jogar, é um desporto para ver jogar, é um desporto para vermos jogar num estádio, é um desporto que é muito televisível, isto é, é um desporto que fica bem na televisão. É talvez dos desportos que fica melhor, tem um campo grande, tem um ritmo e um compasso que fica bem na televisão. Mas o que eu acho mais importante é haver mais campos para amadores, para pessoas amadoras jogarem e haver uma maior abertura nesse sentido. Que eu acho que é importante as pessoas jogarem. Ver é muito engraçado, mas é mais engraçado fazer. É como a pornografia. A pornografia é muito engraçado de ver, mas fazer, ser ativo, ser parte integrante, se calhar, é mais importante.

Eu achava que isto era um discurso Miss Mundo, mas afinal não é.

Enganou-te. Ele tem toda a razão, ainda por cima. Claro, há coisas que uma pessoa só ver não chega.

O Paulo está contra o fomento da indústria.

É preciso praticar, de outra forma não se chega lá. Ele tem toda a razão, como é evidente. Claro que tem. Precisamos de mais prática. Nem eu pensei outra coisa. Mas foi inesperada esta comparação pelo caminho que o discurso se estava a seguir.

Era, eu achava que era um discurso Miss Mundo. Devíamos ser todos felizes e acabar com as guerras. E afinal.

Não, e futebol. Por acaso eu estava à espera de um comentário, e isso é apenas um excerto da entrevista. Não sei se falou, mas eu estava à espera de um comentário de Manuel João Vieira sobre o Padel

Por quê?

Porque é o que está na moda e há muitos campos.

Achas que ele pratica Padel?

Acho que não, mas eu gostava de ouvir a opinião dele sobre o Padel. Ele falou sobre o futebol com esta sugestão de haver mais campos para amadores e há muitos campos para amadores do Padel.

Ele vai estar a ouvir-te agora e daqui a pouco sai.

Há muito mais futebol, não tenho a mínima dúvida. Achas que há muito mais? Eu não sei se já não sai ela por ela. Não o futebol de 11, o estádio grande, mas o pequeno campo de bairro. Sim, e não só de bairro, mesmo aqueles campos agora para aluguer, para prática às sextas-feiras. Mas eu acho que o Padel está a entrar.

Ao pé da minha casa há.

Padel? Lá está, é o Padel. Manuel João Vieira, eu acho que tens aqui ainda uma oportunidade.

Ainda faltam umas horas.

Umas horas para falar do Padel, porque há aqui votos a conquistar. Por último, uma palavrinha para o Fafe.

Uma palavrinha ou uma palavrão?

Uma palavrona, não um palavrão. Mas é quase um palavrão. O Fafe está nas meias-finais e pode chegar à final da Taça de Portugal. Vai defrontar o Torriense, da Segunda Liga. O Fafe é a primeira equipa da Terceira Liga a eliminar três equipas da Primeira Liga numa edição da Taça de Portugal. Nunca tinha conseguido uma equipa da Terceira Liga ou abaixo eliminar, na mesma edição, mais do que duas equipas da Primeira Liga, e o Fafe já conseguiu fazer. A última vítima foi o Sporting Braga. Tem sido, de facto, um trajeto notável para o Fafe. E temos, também é bom realçar, o Torriense, que é de uma liga inferior, da Segunda Liga, nas meias-finais, e um deles vai estar na final do Jamor. Um destes clubes vai ser mesmo a festa da Taça, e é muito provável que encontre o Porto ou o Sporting. O Sporting ainda tem de jogar com o Aves para os quartos de final e depois o vencedor desse jogo irá encontrar o Futebol Clube do Porto. Mas está garantida a presença no Jamor de uma equipa do escalão secundário, o que é sempre bom, porque dá sentido.

É a festa da Taça.

É a festa da Taça, claro está. O Fafe já não é um tuba gigante só, é mesmo um gigante. Depois deste trajeto todo.

Qual equipa pequenina?

Qual pequena? Não há aqui pequeninos.

Olha, canta um bocadinho, Bruno.

Pode ser o jingle dos caídos.

Agora é cheia.