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Está no ar o Três Toques das manhãs 360, sempre com Júlio Magalhães, e que também pode acompanhar em direto no YouTube, Facebook e site do Observador. Começo eu, porque é segunda-feira e também porque o Ronaldo marcou o gol 700.

Há proezições que não podemos deixar cair.

O gol 700 por clubes, está correto.

Mais nada. Maria João, mas deixa-nos antes de continuar dizer coisas que interessam pouco, que é: o Max Verstappen foi campeão do mundo. No judo, a Bárbara Tymo ganhou a medalha de prata. É um campeonato do mundo de judo que estamos a seguir, que temos que acompanhar, não se esqueçam. O Benfica segue imparável na frente do campeonato, agora o Porto. O Braga ontem perdeu. O Casa Pia perdeu, que estava com 17 pontos, também perdeu. E o Botafogo ganhou no Brasil, o Corinthians também. E vamos ao que interessa agora.

Vamos então ao Ronaldo, depois destas notícias fresquinhas todas. Também importa dizer que na nossa caderneta de cromos Panini do Mundial temos um extra sticker. Legend. Com histórias, não são apenas fotografias.

Agora em português.

Já explicamos no fim.

Aqui o extra sticker, já lá vamos. Mas olha, sobre o Ronaldo, não foi só a notícia por ter marcado o gol. Júlio, estamos a seguir de perto a separação de Tom Brady e Gisele Bundchen. Portanto, explica aqui ao Paulo e à Carla por que o Ronaldo está metido nisto, para ficarem com uma ideia mais clara das coisas que são realmente importantes. Eles são curiosíssimos. A cara deles é impagável. Só que estamos aqui e não podemos.

Ora, isso conta-se em dois tempos também. Como prometemos, ligamos ao Tom Brady e à Gisele e foram simpáticos, até ficamos a saber tudo, o que é que aconteceu.

Superacessíveis.

Lembram-se de termos dado aqui o anúncio da despedida do Tom?

Sim, Tom. É a Gisele e o Tom.

É a Gisele. Foi uma notícia mundial. No fim de semana seguinte, ele anunciou, fez a despedida no estádio com a Gisele, com os filhos, vocês lembram-se disso. Só que uma semana depois, ele foi ver um jogo do Cristiano Ronaldo. Então nós demos aqui.

Sim, o Paulo lembra-se perfeitamente. Estávamos a dizer que isto são tantas notícias todos os dias. Estiveram a citar-nos em todo o lado.

Como se tivesse sido ontem.

Isto são tantas notícias todos os dias, percebo que isto passe.

Temos de fazer um Excel com as notícias.

E então, na semana a seguir a essa grande despedida, ele esteve a ver um jogo do Ronaldo e no fim esteve a falar com o Ronaldo. Também demos aqui, vocês é que não se lembram. E o Ronaldo disse: "Olha, a minha idade, não saia já, continua a jogar." E ele decidiu anunciar que ia continuar a jogar. Pois foi isso que esteve na origem da separação.

Foi o que disse a Gisele.

Foi. Mas foi mesmo. Nunca mais se entenderam. A Gisele disse que não gostou, porque tinha dito que queria mais tempo em casa e aquilo não era vida. Ele prometeu que saía, não saiu, disse que ia voltar e a partir daí nunca mais se entenderam. Sabem como é, palavra depois de palavra, dizem-se coisas que não se devem. E vai por diante. Mas foi isto. Temos que ligar.

Eu acho que o melhor é convidá-los para jantar.

Basicamente, o responsável é o Ronaldo, não é?

E agora o que dizem é que o responsável é o Ronaldo, que o convenceu a voltar. Temos que ligar e dizer-lhes que esta vida são dois dias e o Ronaldo está sempre três dias, não pode ser.

No Brasil são mais dias.

Eu ontem fui surpreendido aqui no Twitter por uma declaração de Iker Casillas.

Tu e toda a gente.

Eu e toda a gente. Aliás, foi notícia em todo lado. Eu, como sempre, estive o fim de semana todo atento ao que se passa no mundo, vocês sabem.

Sim, sempre.

E de repente recebi este alerta da grande estrela espanhola a dizer: "Espero que me respeitem, sou gay". Era isto que dizia o tweet dele, muito polémico. Eu tive logo a oportunidade, como vocês repararam, de vos enviar esta informação. Alerta, alerta, parem tudo aquilo que estão a fazer.

E parámos.

Depois eu partilho tudo para vocês. Basicamente, estarem um bocadinho mais por dentro das notícias, porque já se viu que é uma desgraça se não for isto. Mas Júlio, isto depois acabou por não correr nada bem a Casillas.

Nada bem é até um favor, correu mesmo mal e não foi só com ele. Isto também se conta em dois tempos. Vamos lá. Casillas pôs às 14h um post. Isto, aliás, tu mandaste logo a mensagem.

Eram 14h01?

Eram. Criou-se um alvoroço tal que duas horas depois teve que retirar, mas já era muito tarde. Primeiro veio dizer que era uma brincadeira, isso ainda foi pior. Um jogador australiano, um Josh que recentemente se assumiu como gay, mostrou-se logo indignado e seguiram-se centenas de novas críticas. Até porque o Jordi Puyol, que é um ex-jogador do Barcelona e amigo de Casillas da seleção, respondeu logo a dizer: "Olha que bom, está na hora de revelarmos a nossa relação", também em tom de brincadeira. A verdade é que correu tão mal que ele teve que tirar o post e depois veio dizer que tinha sido hackeado. Foi um hacker, mas a verdade é que ninguém acredita nisso.

Claro, foi o hacker Casillas.

Estás com as novas, Paulo.

Não segues o Paulo no Twitter, eu já conhecia esta.

É um bocado básica, mas pronto.

Não é nada, foi boa.

Não, foi mentira. Isto tudo por quê? Vocês não sabem. Depois estive a ligar ao Casillas e fiquei a saber.

Então, o que é que se passou?

É que a imprensa espanhola, desde que o Casillas se separou da Sara Carbonero, todos os fins de semana lhe arranjam uma namorada nova. E a última que arranjou, sabem quem foi?

Não.

A Shakira.

E ele ficou ofendido e assim por isso.

Não ficou ofendido, mas quis brincar, porque todas as semanas arranjam-lhe uma namorada. E ele, pelos vistos, foi por causa disso que resolveu no Twitter pôr isso na brincadeira, para ver se paravam com essas notícias. Correu mal.

Claro. Ele estava mesmo a ver que isso ia funcionar.

Foi uma resposta a isso e não correu bem. Eu também vou vos dizer, entre a Shakira e a Sara, pronto. Adiante.

Adiante. Então vou falar de cromos, pode ser? Outros cromos. Estou muito preocupada com os cromos do mundial. Júlio, estava a ler a imprensa internacional também nas investigações para o "Três Toques" e apanhei a Folha de São Paulo. Eu sei que isto é duro para vocês, mas eu gosto de saber o que se passa lá fora e saber das notícias verdadeiramente importantes. E a questão dos cromos na Argentina está uma loucura, está mesmo uma questão de Estado. Conta aqui, Júlio, aquilo que eu te enviei por mensagem para os nossos colegas ficarem com outra bagagem informativa.

É verdade, vamos lá então. Também se conta em dois tempos isto.

João, nem sei o que dizer. Temos que pôr cover isto um dia destes.

Eles precisam de saber disso também.

Precisam de saber. Como sabem, na Argentina está uma inflação de 70% ao ano. Há falta de produtos importados, a pobreza aumenta, o desemprego também, os combustíveis também. Aliás, eu já vos mandei uma fotografia do preço do combustível hoje, não é na Argentina, é cá. Há uma grave crise económica, mas os cromos, esses é que não podem faltar. É por isso que os nossos cromos estão a dar que falar também. Sabem que na sexta-feira o ministro da Economia e mais três assessores seus tiveram que estar reunidos com representantes da Panini, lá em Buenos Aires, porque os homens das tabacarias e das lojas, das bancas, têm filas e filas de gente a querer comprar cromos. Não têm cromos porque a Panini está a dar prioridade às grandes cadeias de supermercados e às grandes lojas para terem os cromos. Ora estes na rua, que são onde as pessoas compram, o povo compra, não têm. Então está a haver tumulto, está a haver protesto tal ordem que o Ministério da Economia, o ministro e três assessores tiveram que ir ter uma reunião quatro horas de urgência com a Panini, para a Panini pôr cromos na rua, a vender, porque não há cromos na Argentina, em Buenos Aires. É para vocês verem como vai a nossa caderneta do mundial de Qatar. Agora, Maria João, isso é que interessa.

Isso é que interessa.

Ia só dizer sobre isto da Argentina: feliz o país como a Argentina, que não tem problemas mais sérios para resolver, e que se preocupa com isto.

Ora bem, pois, exatamente.

É que é a prioridade.

Vamos à nossa? À nossa caderneta?

Vamos lá. Caderneta, João.

Só temos dois repetidos: o número 15 da Alemanha e o número 14 da Tunísia. Sim, apenas dois até agora.

Como é que se chamam esses jogadores?

O 15 da Alemanha é o Joshua Kimmich. E o número 14 da Tunísia é o Aissa Laïdouni.

Muito bem! Aissa Laïdouni, deve ser. Deixa lá.

Deve ser, Júlio. Só dois, então.

Só dois.

Não temos muita coisa para troca. Não temos muitos para troca, não.

Isso é bom.

A seleção com mais cromos são o México e a Costa Rica, temos sete cromos de cada seleção. Em Portugal, tudo igual, temos três só: o da FIFA, o Rúben Dias e o Bruno Fernandes. Mas este fim de semana, ou esta manhã, abrimos duas saquetas novas e numa delas tínhamos um extra sticker.

Atenção, não é para andar aí a abrir saquetas assim à maluca, ok?

Temos um extra sticker do Luís Suárez.

O que é um extra sticker?

O Júlio talvez saiba, mas são uns tais que valem mais dinheiro.

É aquilo que eu expliquei, que cada saqueta tem cinco cromos.

Esta tinha seis.

Quando tem seis é porque há um que não é e que é especial. É por isso que eles pesam as saquetas.

E não existe sítio na caderneta para o colar.

Então o que fazemos com isso?

É vender o mais possível.

Vender e vamos fazer uma viagem ao Qatar. Vamos todos ao Qatar.

É pegar nesse cromo e dizer: "Quem tiver uma caderneta completa, trocamos."

E fica feito à nossa.

Não, temos de trocar esse.

Mas olha, há também os extra stickers rookies. Este é um legend, vale mais.

Já tiraste a pesquisa disso tudo?

Vale mais o legend, sim.

Pois, eu tenho.

Luís Suárez, que é nosso.

Esse é um legend.

Pronto, olha, então agora os nossos ouvintes. Diz que os youtubers estão a vender isso por muito dinheiro. Temos que isso haver. E Luís Suárez. Nós já temos o Messi, atenção, porque esses valem dinheiro, esses dá para troca ou dá para vender. Vamos ver o que é que a gente vai fazer. Temos que decidir como ministro da Economia.

Olha, e temos que fazer aqui um esclarecimento, eu estou a receber informações, é o Luís Suárez, não é o Luís Soares, que é o nosso editor, que estava a sentir-se visado.

Podia ser ele, sim.

Até que seria um craque também.

Já estava ali a pensar: "Agora estão-me a chamar cromo a esta hora da manhã."

Vou pôr à venda.

O que temos que dizer é aos pais, que já vêm os filhos atrás, que temos cromos para trocar e temos esse e temos de trocar e temos de fazer aqui uma troca de cromos. Até devo-vos dizer que recebemos tantos e-mails. Bem, vocês não veem o que foi de e-mails.

Tens a caixa entupida, não é?

Não, só tenho uma. Uma ouvinte, a Eduarda Raquel, que logo no sábado disse para eu ir à Praça do Rivoli, aqui no Porto, que ela há uma banca para trocar cromos ao sábado de manhã. Portanto, eu no sábado não pude ir, mas vou no próximo.

Sim.

E ela diz que há muitos para troca, mas também vendem, não é só trocar e até vendem um cromo, soube-se.

Então vais lá vender o Luís Suárez.

Aquele que é preciso muitos para achar coleção.

Ela disse que os mais raros valem dinheiro. E eu perguntei-lhe quais eram os mais raros. É o Cristiano Ronaldo, Mbappé, o Messi, o Neymar, o Karim Benzema.

Nós já temos o Mbappé e o Messi.

Olha, Luís Suárez também é um dos mais. O Lewandowski. Nós já temos o Mbappé e o Messi.

O Mbappé e o Messi já temos.

Eu vou-vos dizer, eu por mim vendia já esses.

O nosso embaixador Panini. Os nossos negociadores.

Embaixador da caderneta na Praça do Rivoli. Vamos é vender. E pronto, não fazemos caderneta nenhuma.

Só fazemos negócio.

Esta caderneta é para levar até ao fim.

Aliás, é como se fosse o acordo com que nós nos comprometemos no "Três Toques".

Tá. E dizemos já aos nossos ouvintes que temos cromos para troca e também os que não tivermos vamos começar a dizer para eles também nos trazerem.

Exatamente.

E vamos preencher esta caderneta. Como vocês vêem, é o fim do mundo. Olha, dizem que nas escolas os miúdos andam tudo com os cromos e então fazem aquilo, vocês lembram-se, em pequenitos, fazíamos, põem os cromos no chão, virados ao contrário, e depois com a palma da mão batem.

Para ver se viram.

E viram.

Ok.

E ficam com ele. Nós temos de fazer isso também.

Qualquer dia ainda nos apanha a fazer isto aqui.

Estão a voltar aos jogos tradicionais, meus amigos.

Está feito?

Pronto, não, eu não tenho nada para dizer mais.

Já disseste tudo no início.

Já disse tudo.

Júlio Magalhães e o "Três Toques" da Rádio Observador, que também pode ouvir quando quiser em podcast.