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Bem-vindos a mais uma edição do "Vamos à Bola", o jornal de esporte na Rádio Observador. A edição de hoje é do jornalista Carlos Pedro. Bom dia!
Bom dia, Nadine.
E de volta às polêmicas com a arbitragem, o Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol instaurou um inquérito para apurar a queixa apresentada por Futebol Clube do Porto contra o árbitro Fábio Veríssimo.
Em comunicado, o Conselho de Disciplina confirma o envio no sábado do processo para a Comissão de Instrutores da Liga Portugal. O objetivo é, diz o organismo: "apurar a relevância disciplinar da factualidade participada pelos Dragões". Vem na sequência da polêmica do caso da televisão instalada no balneário dos árbitros no jogo entre Futebol Clube do Porto e Sporting de Braga, no Estádio do Dragão. A SAD, liderada por André Villas-Boas, acusou também Fábio Veríssimo de ameaçar com expulsões dirigentes portistas em Arouca, a 29 de setembro, depois da vitória por 4x0. Os portistas dizem que o árbitro de Leiria concretizou depois essas ameaças e formas de intimidação na recepção ao Sporting de Braga.
E ainda no universo do Futebol Clube do Porto, Alan Varela está recuperado e pode ir a jogo contra o Vitória para a Taça da Liga.
O internacional argentino estava à contas com um traumatismo no joelho esquerdo e falhou o jogo com o Estoril, mas já recuperou e não consta no boletim clínico dos Dragões. É por isso opção para Francesco Farioli na recepção desta quinta-feira ao Vitória, para os quartos de final da Taça da Liga. À guarda do departamento clínico dos portistas continuam o central Nehuén Pérez e os avançados Luuk de Jong e Denis Güler.
E vamos agora ao tema da centralização dos direitos televisivos do futebol português. As competições profissionais no país podem valer 225 milhões por ano.
É pelo menos o que indica o Correio da Manhã. O CM diz que a Liga Portugal vai apresentar este valor aos presidentes dos clubes de primeira e segunda liga. Há um ano, a direção de Pedro Proença, agora presidente da Federação Portuguesa de Futebol, apontava para 300 milhões de euros como objetivo principal. E numa altura em que vários contratos de direitos televisivos são rescindidos pela Europa afora, muitas questões ainda permanecem no ar para a temporada 2028/29. João Lourenço.
A pergunta que todos querem ver respondida: quanto vale o futebol português? A verdadeira resposta apenas vai surgir daqui a algum tempo. A Liga Portugal faz uma estimativa: 225 milhões de euros. Este cenário já foi mais otimista. Em maio do ano passado, Pedro Proença, na altura presidente da Liga Portugal, apontava para os 300 milhões de euros como valor que devia ser o objetivo a cumprir. Agora, e 25% abaixo da estimativa inicial, a direção liderada por Reinaldo Teixeira vai apresentar um plano mais detalhado aos presidentes dos 36 clubes de primeira e segunda divisão. Mas para este valor, a liga vai acenar com algumas alterações: a reformulação dos quadros competitivos, ou seja, a alteração nos formatos das provas atuais. Esta medida já foi admitida por vários protagonistas do futebol português, mas pode não reunir o consenso alargado pelas personagens principais. A época 2028/29 já é ao virar da esquina e todos os passos devem ser bem pensados, pois os cenários em outras competições na Europa assim o avisam. A resposta à pergunta teima em não aparecer. Afinal, quanto vale o futebol português?
O jornalista João Lourenço com as últimas novidades sobre a centralização dos direitos televisivos. Entretanto, a cimeira dos presidentes tem lugar amanhã na cidade do Porto, na Arena Liga Portugal.
E lá fora, dia de loucos no futebol internacional. Destaque para a Premier League. O Manchester City venceu o Fulham de Marco Silva por 5x4.
Fora de casa, os Citizens até estiveram a vencer por 5x1, mas passaram por um grande sufoco na reta final da partida. Quando já ninguém fazia prever, o Fulham marcou dois gols em cinco minutos, já depois dos 70, e acabou o jogo por cima da turma de Guardiola. No final da partida, em declarações à DAZN Portugal, Marco Silva lamenta as falhas defensivas, mas destaca a reação da equipa na segunda parte.
A verdade é que a equipa acreditou, 5x2, de anos, o acreditar que era preciso naquele momento e a equipa puxou tudo o que podia, tentou tudo o que podia. Claramente o City, vimos alguns jogadores do City em muita dificuldade, a demorar algum tempo. Esta é que é a verdade, a tentar é sempre atrasar aquilo que era a intensidade que estávamos a pôr no jogo. Fizemos os gols que fizemos, 5x4, temos uma grande oportunidade no final para empatar o jogo. Possivelmente os jogadores mereciam o empate pela forma como reagiram após o 5x1. Vamos analisar o jogo, naturalmente. Nós defensivamente não fomos a equipa que temos sido, forte em casa. Nós só tínhamos três gols sofridos em casa.
São agora oito, 15° lugar pro Fulham e com 17 pontos. O City é segundo, está a dois do líder Arsenal, mas com mais um jogo. Nos outros duelos de ontem, o Everton foi vencer a casa do Bournemouth por 1x0. Já o Newcastle x Tottenham terminou com o empate a dois. João Palhinha não saiu do banco de suplentes.
E por Espanha, o Barcelona venceu o jogo grande contra o Atlético de Madrid.
Jogo antecipado da jornada 19 da La Liga, vitória por 3x1. O Atlético até esteve sete minutos em vantagem. Marcou aos 19 por Alex Baena. Raphinha empatou aos 26 e no segundo tempo Dani Olmo e Ferran Torres confirmaram o quinto triunfo consecutivo na liga, que é precisamente liderada pelo Barcelona.
E é lançado hoje o novo equipamento principal da seleção portuguesa de futebol para o próximo ano e que será utilizado no Mundial.
Camisola vermelha, calções vermelhos e meias verdes. Deverá ser assim que vão vestir os jogadores da seleção nacional no próximo Campeonato do Mundo. Foram revelados ontem pelo site especializado Opaleak, imagens do suposto equipamento principal. Ontem a seleção divulgou também na rede social X um post teaser que confirma as fugas de informação de alguns meses, fugas essas que dão conta de uma camisola inspirada na ligação de Portugal com o mar Há um padrão gráfico de ondas que atravessa a camisola e também os calções. Também a inspiração na história marítima de Portugal parece ganhar outra força com o detalhe do desenho de uma rosa dos ventos atrás do pescoço. E ainda sobre a seleção nacional, foram confirmados também ontem os amigáveis com México, a 28 de março, na inauguração do renovado Estádio Azteca. Um jogo que vai acontecer à 1:00 da manhã de Portugal Continental. Três dias depois, no dia 31, Portugal defronta os Estados Unidos em Atlanta, à meia-noite de Portugal Continental.
E a seleção feminina perdeu ontem contra o Brasil num jogo de preparação por 5x0.
Goleada brasileira que começou a ser escrita logo no primeiro minuto com o gol de Gabi Zanotti. Portugal nunca conseguiu responder e foi pro intervalo a perder por 3x0. A partida terminou com chapa cinco. No final do encontro, Francisco Neto lamentou o resultado negativo, mas quis destacar também a evolução do futebol feminino no país.
Quem tem estado a acompanhar Portugal ao longo dos últimos anos, sabe e lembra-se quando jogávamos com 200, 300 pessoas na bancada e sequer quase que tínhamos que ir buscar as pessoas à casa. Hoje em dia não. Felizmente, as pessoas identificam-se conosco, gostam de vir ao estádio. Como é lógico, gostaríamos de ter proporcionado um espetáculo melhor, mas a verdade é que os portugueses têm esta característica. Foi um ano muito difícil pra nós. Propusemo-nos a jogar contra as melhores equipes do mundo. Jogamos muitas vezes com elas, umas porque nos propusemos, outras porque foi o calendário e tivemos que o fazer. Tivemos resultados positivos, tivemos resultados também negativos e bastante pesados, mas aquilo que sentimos foi sempre, durante o jogo, no final de jogo e entre estágios, um carinho muito grande.
O selecionador nacional feminino, Francisco Neto, no final deste encontro particular entre Portugal e Brasil. A seleção feminina soma agora três derrotas nos últimos três jogos.
E a Fórmula 1 decide neste fim de semana. Até lá, Max Verstappen já sabe quem terá como colega de equipe no próximo ano.
É o franco-argelino Isack Hadjar, que deixa a Racing Bulls para assinar com a Red Bull. Vai ocupar o lugar do nipónico Yuki Tsunoda, que vai passar a piloto de testes e reserva. Hadjar tem feito a primeira época na Fórmula 1 com bons resultados. É décimo classificado com 51 pontos à frente, precisamente de Tsunoda. Na reação, o piloto de 21 anos revelou estar muito feliz, lembrou o pódio no Grande Prêmio dos Países Baixos como momento alto da temporada e garantiu estar ansioso por trabalhar com o neerlandês Max Verstappen.
E fica por aqui este "Vamos à Bola", hoje com edição do jornalista Carlos Pedro. O jornal de esporte da Rádio Observador regressa amanhã.