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Vamos à Bola, o jornal de desporto da Rádio Observador. Hoje a edição é com o jornalista João Lourenço. Bom dia.

Bom dia, Nadine.

Viramos atenções para o topo da Liga, liderança reforçada do Futebol Clube do Porto depois da vitória por 3 x 0.

Triunfo sem espinhas frente ao quarto classificado deste campeonato. O Gil Vicente, Samu acabou com os fantasmas, conseguiu marcar de pontapé de penalty ainda no primeiro tempo. Já na segunda metade, Martin Fernandes e William Gomes fecharam o resultado. Uma boa vitória sobre uma equipa muito difícil. É o que diz o timoneiro dos dragões, Francesco Farioli.

Acho que foi um jogo em que eles estavam muito conscientes. Eles não se precipitaram, esperaram o momento certo para tentar fechar muito bem no meio. Eles conseguiram jogar muito bem nos primeiros minutos, como é normal. É difícil compensar sempre, por isso acho que evoluímos durante o jogo. Tivemos três, quatro jogadas muito boas. Claro que também tivemos alguns momentos em que tivemos de sofrer, correr com eles e atrás deles.

Segunda parte da época já iniciou e as decisões estão a chegar. Farioli diz que o balanço até agora é positivo, mas que ainda há muitas coisas a melhorar.

A avaliação desta primeira parte da temporada é muito positiva, mas agora os momentos importantes estão a chegar e temos de continuar a fazer o que fizemos para melhorar, porque com certeza há muitas coisas a melhorar.

Esta partida fica ainda marcada pela expulsão de Martin Fernandes, um minuto depois de entrar em campo, ao minuto 69. O treinador do Gil Vicente, César Peixoto, diz que esta decisão retirou a formação do Galo da discussão do resultado.

Um orgulho enorme na minha equipa, porque nunca deixou de procurar chegar à frente, nunca abandonou a nossa identidade, tentou competir até o final, mesmo em menos um. Perante um Porto, é difícil, aqui um penalty e uma expulsão é muito difícil, mas acho que competimos, era o que nós queríamos. Nós sabemos muito bem como ganhamos, como empatamos, como perdemos e sabemos a nossa identidade, não abandonamos. Acho que a equipa fez um bom trabalho. Há um jogo até os 70 minutos e depois a partir daí existem outros.

Resultado final, Futebol Clube do Porto 3, Gil Vicente 0. De recorde em recorde, os dragões traçam o caminho até aos aliados. São 55 pontos em 19 jornadas.

E João, na classificação da liga, as contas são fáceis de fazer.

E os números não mentem mesmo. Sete pontos a diferença que os azuis e brancos mantêm para o segundo classificado, o Sporting, a menos de um mês da visita dos leões à cidade invicta. O pódio fica fechado com o Benfica a 10 pontos do primeiro posto da tabela. Na outra metade da competição, neste caso, da classificação, o AVS mantém o último posto com cinco pontos. O Tondela tem 12 e mais cinco aparece o Casa Pia, que está em lugar de playoff.

E vamos ao Benfica. Os encarnados oficializaram a venda dos direitos televisivos para as próximas duas temporadas por mais 110 milhões.

E concretamente são 114 milhões. Rui Costa acertou nos cinco números e nas duas estrelas. É o contrato mais valioso da história do futebol português. Vamos aos pormenores. Jogos do Benfica em casa para o campeonato. Vão ser 52,3 milhões por temporada, um valor que se pode assemelhar, por exemplo, aos números que os encarnados arrecadam anualmente na Liga dos Campeões. Nas duas temporadas, em termos apenas desportivos, o Benfica vai receber 104,6 milhões de euros. De acordo com o comunicado dos encarnados enviado à CMVM, ficou ainda estabelecido um contrato de exploração publicitária do canal Benfica TV, que deverá atingir o montante adicional de 2,4 milhões de euros. Para além disso, as Águias ainda asseguraram o direito de exploração de publicidade dinâmica no Estádio do Sport Lisboa e Benfica durante estas duas temporadas, 26/27 e 2027 a 2028, um valor que o Benfica acha que vale 7,2 milhões de euros.

E vamos até ao andebol. A seleção portuguesa está ainda mais longe das meias-finais do Campeonato da Europa.

É um empate a 35 gols com a Noruega. A formação de Paulo Jorge Pereira ainda esteve a vencer por três gols de diferença, mas a seleção nórdica conseguiu anular a vantagem da equipa das Quinas. No final da partida, o selecionador nacional diz que a equipa não conseguiu resolver os cenários mais simples do jogo, mas retira bons sinais do empate.

É andebol. Às vezes, quando não fazemos aquilo que teoricamente é mais fácil de fazer e não o conseguimos fazer, jogar contra estas equipas é muito difícil. De qualquer forma, este empate a mim não é que me saiba a vitória, mas sabe-me um pouquinho a vitória. Não completamente, obviamente.

O pivô do Futebol Clube Barcelona, Luís Frade, diz que gostaria de ter dado mais à equipa, mas vira já atenções para o duelo com a Espanha.

Eu gostava de ter marcado um e ganharmos o jogo, mas não é assim. Acho que todos damos o nosso melhor pela equipa, acho que estivemos bem dentro de campo. A Noruega é uma equipa que põe muita intensidade no jogo, um ritmo muito alto. Na primeira parte vieram com tudo, na segunda o jogo já foi taco a taco, já conseguimos ficar com liderança de dois gols, o Valério ajudou hoje. Acho que fizemos um bom jogo, como todos os grandes jogos decidem-se nos detalhes. Conseguimos sacar um empate. Agora temos que pensar no próximo objetivo que é a Espanha.

A seleção portuguesa encerra esta quarta-feira esta competição, este main round do Campeonato da Europa, com um duelo frente à Espanha.

E na Eslovénia, Portugal tem mais um jogo no Europeu de Futsal, desta feita frente à Hungria.

No grupo D, a equipa das Quinas já somou o primeiro triunfo, 6 x 2, frente à Itália neste fim de semana. A Hungria também venceu na primeira partida, 4 x 2, frente à Polónia. O selecionador nacional Jorge Braz indica que a humildade deve estar presente dentro do balneário luso, até porque Portugal não joga sozinho.

Muitas vezes, nestes palcos, o mais importante é isso. É saber onde estamos, temos que ser nós, mas depois perceber que temos que competir, temos que ir vivendo de acordo com o que o jogo vai pedindo. E a Hungria fez isso muito bem no primeiro jogo e por isso venceu. Foi muito por aí. O nível de organização era claríssimo, era muito óbvio. A forma como competiram, a forma como geriram o jogo, a forma como levaram o jogo até o fim e o venceram. Sim, acrescentaram ainda mais isso e isso é um alento para eles agora para o jogo conosco amanhã.

Já Tomás Passos, o fixo da Seleção Nacional, diz que a equipa da Hungria está motivada porque vai enfrentar o campeão da Europa.

Portugal, campeão europeu, campeão mundial, jogadores que jogam ao mais alto nível e qualquer equipa, qualquer seleção que jogue contra estes jogadores, vai estar motivadíssima. E nós temos consciência disso. E a Hungria tem jogadores que estão a aproveitar o momento, estão confiantes e nós temos que fazer o nosso trabalho.

Selecionador nacional, Tomás Passos, na antevisão esta partida, em declarações captadas pelo Canal 11. A partida está marcada para às 16h30 desta terça-feira.

E no ciclismo, João Almeida define a conquista de uma grande volta como um objetivo de carreira.

O atleta da UAE Team Emirates vai estar na Volta ao Algarve, Giro d'Italia e Vuelta, entre outras. Falha, por isso, por opção estratégica, tanto do ciclista como da equipa, o Tour de France. Seis anos depois de ter vestido pela primeira vez a camisola cor-de-rosa, Almeida continua com a prova transalpina no horizonte.

O plano era fazer a Vuelta, mas depois de discutir com a equipa, chegamos à conclusão que eu preferia fazer o Giro e a equipa concordou e mudámos isso. Pessoalmente, acho que faz sentido voltar ao Giro, também mudar um pouco o calendário e acho que é uma boa oportunidade para tentar ganhar a corrida e, se não ganhar, estar o mais perto possível.

Vuelta, Tour ou Giro. Uma delas ainda pode ser conquistada pelo ciclista das Caldas da Rainha. É mesmo uma ambição de carreira.

Obviamente, pessoalmente, o Giro e também em termos de atenção mediática e de valor no ciclismo, é se calhar um pouquinho superior. Mas ambas as corridas são muito importantes e uma vitória em qualquer das duas seria fenomenal. Acho que ganhar uma grande volta seria um objetivo de carreira e vou dar o meu melhor para fazer isso acontecer.

Depois de mais uma temporada cheia de sucesso, João Almeida continua a reforçar o estatuto de um dos principais desportistas portugueses, um passo mais perto de Cristiano Ronaldo.

Procurar sempre a consistência e também tenho um mindset de longevidade quando faço as coisas. Se assim é, acho que é positivo e espero continuar a subir nesse ranking de desportista nacional. E assim fico ligeiramente mais perto do Ronaldo.

João Almeida tem agora atenções centradas no Sul do país. A volta ao Algarve começa já no dia 18 de fevereiro.

Fica por aqui o Vamos à Bola, desta vez com edição do jornalista João Lourenço. O Vamos à Bola regressa amanhã à antena da Rádio Observador.