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Touchdown! Unbelievable!

Já aqui está o Ricardo Lopes para mais uma edição do "Vamos à Bola". Bom dia, Ricardo.

Bom dia, Carlos.

Vamos começar a falar de Supertaça. O Futebol Clube do Porto venceu o Torreense por 1 x 0 e tornou-se no clube português mais titulado da história.

São já 88 títulos erguidos pelos capitães do Futebol Clube do Porto. O primeiro foi em 1922, com a conquista do Campeonato de Portugal, e o mais recente foi no passado sábado, com a conquista da Supertaça frente ao Torreense. Os Dragões ultrapassam assim o Benfica, que tem 87. Em terceiro lugar do pódio aparece o Sporting, mas ainda bem afastado dos rivais, com 57 títulos. Mas não foi fácil o Porto conquistar esta 25ª Supertaça para o clube. Venceu o Torreense por 1 x 0, como disseste, num jogo em que a equipa da Segunda Liga mostrou que aquela final da Taça de Portugal contra o Sporting não foi obra do acaso, mas sim consequência de um grande trabalho que o clube de Torres Vedras tem vindo a fazer. No Estádio Cidade de Coimbra, o jogo foi decidido com um golo do dinamarquês Frohold. No final da partida, Francesco Farioli reconheceu exatamente essa dificuldade, desdobrou-se em elogios ao adversário e deixou clara a mensagem de que não há muito tempo para grandes festas, porque o campeonato está aí ao virar da esquina.

"Foi uma partida muito difícil. Mérito total ao Torreense pela organização e pela qualidade de muitos jogadores. É uma equipa muito física, que complicou bastante a nossa vida, mas era importante vencer e conseguimos. Agora temos algumas horas para comemorar e depois foco total na próxima semana e no início do campeonato."

Declarações de Francesco Farioli aos microfones da RTP. Logicamente, o favoritismo estava atribuído ao Futebol Clube do Porto, mas o Torreense foi muito atrevido, Carlos, a questionar isso mesmo. Acaba, inclusive, o jogo com mais remates que o Porto, disputou a partida até o final, sem nunca atirar a toalha ao chão. O treinador Luís Tralhão, na zona de entrevistas rápidas, frisou que não podia estar mais orgulhoso do trabalho da equipa.

Fazer o jogo que fizemos aqui hoje enche-me de orgulho. Fico muito entusiasmado também para o que aí vem. Por outro lado, já estou começado a habituar a ganhar taças. E sentir que ficamos tão perto. Não existem vitórias morais, mas há aqui um sentimento agridoce. Muito orgulhoso pelo que fizemos em campo. Acho que o Futebol Clube do Porto e nós tivemos quase o mesmo número de oportunidades.

Luís Tralhão, treinador do Torreense, bem-disposto pela exibição da equipa, aqui com alguma graça também a lembrar a conquista da Taça de Portugal.

E como disseste, o Torreense foi um osso duro de roer até o final da partida e é nos minutos finais que acontece um lance dentro da área do Futebol Clube do Porto, uma decisão do árbitro que gerou alguma polémica, Ricardo.

Com muitas críticas por parte dos jogadores do Torreense à decisão do árbitro André Narciso, um eventual pênalti para o Torreense. Fica a dúvida se Wang, o reforço do Porto, faz falta sobre o haitiano Danny Jean na análise. Pedro Henriques, antigo árbitro internacional e habitual comentador aqui nas emissões de desporto da Rádio Observador, explica que é um lance de difícil análise em jogo corrido. É uma bola dividida com dois momentos distintos.

A parte final é mesmo um choque de frente, aí não há infração. A infração está no pontapé na canela. Este é um lance que percebo que em movimento normal passe despercebido ao árbitro, porque toda esta sequência de ser o Danny Jean a chegar primeiro à bola, o Wang a chegar depois e o pontapé na canela, possa ser difícil do árbitro entender, perceber, porque é tudo rápido.

Pedro Henriques diz que o erro crucial foi cometido pelo vídeo-árbitro, que devia ter alertado André Narciso para a infração. Para Pedro Henriques, não é sequer um lance suscetível a diferentes interpretações, é uma falta clara e óbvia.

É muito claro e óbvio que era uma infração para pontapé de penal. E acho que o VAR tinha todas as condições, até porque não há hipótese, quando se vê as repetições, de dizer outra coisa que não seja um pontapé na canela. E portanto, não há aquela interpretação de intensidades, de contato. É um pontapé na canela que derruba o adversário, é uma entrada fora de tempo, é um jogador que chega depois, quando o seu adversário já dominou a bola. Portanto, para mim, claro e óbvio, pontapé de penal que fica pronunciado a favor do Torreense.

Análise do antigo árbitro internacional Pedro Henriques ao lance que marcou o final do jogo entre o Futebol Clube do Porto e o Torreense. Só dar nota, Carlos, também ainda sobre este jogo, da lesão de Ben Narec, o defesa central do Porto lesionou-se devido ao mau estado do relvado municipal de Coimbra, vai falhar a primeira jornada e os Dragões estão a avaliar a possibilidade de vir a pedir uma indenização. Para já, vai apenas avançar com uma queixa formal à federação.

E vamos continuar a falar de arbitragem, Ricardo, isto porque três dias após a divulgação dos áudios de Pedro Proença, onde critica a qualidade da arbitragem portuguesa, o presidente da Federação Portuguesa de Futebol reuniu-se com os árbitros e apresentou um pedido de desculpas.

Estiveram reunidos na madrugada de sexta-feira em Tomar, uma exigência feita pelos árbitros para abordar os áudios revelados pelo Record. Durante este encontro, Pedro Proença terá lamentado o sucedido e apresentou ao grupo as devidas explicações. É o que se pode ler numa nota do grupo de juízes da Primeira e Segunda Liga, à qual a Agência Lusa teve acesso. A nota acrescenta que ficou também definido um trabalho conjunto entre as partes para vir a melhorar as condições da arbitragem portuguesa. Faces feitas com os árbitros no dia seguinte, em Coimbra, a acompanhar a Supertaça, Pedro Proença viu-se confrontado também com as questões dos jornalistas sobre o tema e justificou-se dizendo que uma coisa, Carlos, são as opiniões do cidadão Pedro Proença, outra é o que pensa o presidente da Federação Portuguesa de Futebol.

Em momento nenhum as opiniões do cidadão Pedro Proença, ditas num determinado momento, numa determinada circunstância, se podem confundir com aquilo que é o papel atual e suas opiniões formais do presidente da federação. E essa é a primeira nota. Depois, dizer que Manipulações, conversas truncadas, retiradas, associadas a alguém. Antes de mais, direi que são alguns atos considerados quase de cobardia, já para não dizer que são absolutamente ilegais.

Pedro Proença considera um ato de cobardia a partilha dos áudios que remontam a 2024. Diz que as declarações foram, de certo modo, tiradas fora do contexto. Além de criticar o nível dos árbitros em Portugal, Pedro Proença fala nestes áudios num tom pouco elogioso sobre o José Fontelas Gomes, que acabou depois por escolher para vice-presidente, e recorda ainda os muitos processos judiciais do Benfica. Pedro Proença diz que abordou estes temas com clareza na conversa com os árbitros. Sublinha que o importante agora é criar condições para uma época e também para que tenhamos melhores árbitros.

Foi clara a conversa que foi tida com os árbitros e aquilo que é a vontade e a visão que a Federação Portuguesa de Futebol tem no investimento das boas condições para os árbitros. O que queremos é criar condições, como eu disse há pouco, para que tenhamos uma época muitíssimo boa. E portanto, aquilo que é a função da Federação Portuguesa de Futebol, no que diz respeito, por exemplo, à arbitragem, é criar condições para que nós tenhamos melhores performances, tenhamos melhores árbitros, para que as competições sejam mais saudáveis e que seja defendida a integridade.

Explicações aos jornalistas de Pedro Proença sobre a polêmica dos áudios partilhados pelo Record. Ricardo, a caminhar a passos largos para o início do campeonato, o Sporting realizou este fim de semana os dois últimos jogos de preparação. Mais duas vitórias para o conjunto de Rui Borges e com os reforços a darem as vistas. Uma pré-época perfeita para a equipa de Alvalade. Sete jogos, sete vitórias, 24 gols marcados, apenas dois sofridos. Como dizias, para terminar a pré-época, o Sporting fez estes dois jogos em dois dias. Na sexta-feira, 4 x 1 aos ingleses do Nottingham Forest. Issa Doumbia esteve mais uma vez em destaque com um gol e com uma assistência do internacional sub-21 italiano. Os adeptos começam, Carlos, eventualmente, a esquecer a saída de Morten Hjulmand. Também Rafael Nel voltou a dar sinais de que quer contar para as contas de Rui Borges. Mais dois gols do avançado formado em Alcochete contra esta equipa da Premier League. No sábado foi o último teste antes da nova época, 4 x 0 contra a equipa do primeiro de dezembro. Destaque também para o regresso de Luís Suárez, e logo com um gol. O Sporting já contratou sete jogadores e com todos estes reforços, há quem tenha perdido espaço no plantel leonino. Faé vai ser emprestado ao Lorient, da Liga Francesa, por uma temporada. Era um dossiê que Frederico Varandas queria fechar. O extremo senegalês deixa os Leões a título de cedência, com opção de compra no valor de 6,5 milhões de euros. Não há grande história para contar, Carlos, sobre o trajeto de Faé em Alvalade. Foi apenas opção em nove jogos. Fez uma assistência. Faé vai agora reforçar o décimo classificado da última edição da Liga Francesa. Também neste fim de semana, António Silva foi oficializado no Bournemouth. Assinou contrato até 2031. Terminando assim uma ligação de uma década com o Clube da Luz, é um produto do Seixal. Fez grande parte da formação nas camadas jovens do Benfica. Estreou-se na equipa principal na temporada 2022-2023, pelas mãos de Roger Schmidt. Seguiram-se 183 jogos, 10 gols, quatro títulos, um campeonato, uma Taça de Liga e duas Super Taças. Agora rende 25 milhões de euros fixos aos cofres do Benfica, mais uns eventuais cinco por objetivos. Valores, entretanto, já comunicados também pelo Benfica à CMVM. O central de 22 anos, internacional português, vai então ter a sua primeira experiência no estrangeiro. Vai reforçar a defesa do sexto classificado da última edição da Premier League. Apito final. Vamos à bola com o Ricardo Lopes.