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Sejam bem-vindos ao "Vozes Circulares", o podcast do Observador em parceria com a associação Smart Waste Portugal, que nos fala de sustentabilidade e economia circular e que está agora de regresso para uma segunda temporada. O tema de hoje é inovação de base natural, das ideias à ação. Um episódio que conta com o apoio da NBI, Natural Business Intelligence. E conosco está hoje a professora Manuela Pintado, da Universidade Católica, e também o Nuno Oliveira, CEO da NBI. É uma empresa pioneira em Portugal na integração da biodiversidade e do capital natural nos modelos de negócio e que vamos conhecer também ao longo deste episódio um bocadinho melhor. Sejam então bem-vindos, muito obrigado pela disponibilidade. Queria começar pelo Nuno. Nuno, de que é que estamos exatamente a falar quando falamos de capital natural e de bioeconomia circular?

Obrigado e é um prazer estar aqui convosco também a ter esta conversa, porque de facto são temas que parecem que é preciso uma pessoa ter um doutoramento em Biologia para os compreender, mas são temas absolutamente quotidianos. Estamos a falar da vida da qual dependemos, dos ecossistemas que nos rodeiam, da paisagem, como funcionam, dos sistemas produtivos. Estamos a falar também de capital. E muitas vezes quando nós temos a lógica também do pensamento económico, de pensar que a natureza é qualquer coisa que temos que suportar ou que subsidiar, ou que sem nós não consegue decorrer, é um pouco ao contrário. A natureza condiciona em absoluto aquilo que é a economia, seja por questões dramáticas como nós vemos agora com o tema dos incêndios ou com o tema das quedas de produção ou com as alterações climáticas, mas eu gostava de ver a coisa muito mais pelo positivo, ou seja, todo esse capital, na lógica capitalista 2.0, digamos assim, em que nós conseguimos gerar riqueza através da acumulação e da circulação desse mesmo capital, ao fim e ao cabo, estamos a falar daquilo que a natureza nos dá em bens e serviços, alguns deles públicos, outros privados, mas na sua essência mais pura, é como é que nós conseguimos desenvolver ideias, produtos, serviços, com base naquilo que a natureza nos dá ou que nós podemos ajudar a produzir. Portanto, é uma lógica mesmo integrada de uma visão económica da natureza.

Do lado das empresas, que papel é que pode ter a biodiversidade como ativo estratégico para a competitividade? É uma espécie de recurso também, de recurso económico, se quisermos?

É literalmente o seguro de vida.

Ok.

Portanto, não só é o produto, nomeadamente quando nós olhamos para a floresta, pensamos muito: "Ok, temos aqui madeira, temos aqui pasta para papel, temos aqui pinhas", o que seja, mas depois temos toda uma outra questão que nós vamos vendo acontecer e que não valorizamos tanto, mas a regulação da perigosidade de incêndios, a regulação da erosão que evita com que nós tenhamos água contaminada e tenhamos mais custos a purificar essa água, a própria regulação da paisagem, que a torna mais interessante para visitação e com isso temos uma série de atividades econômicas que são conexas. A atração também de uma sensação de segurança e bem-estar, que leva claramente à nossa própria experiência de lazer e desporto. Mas também uma coisa que nós hoje, se calhar, vamos falar mais um bocadinho, toda uma série de recursos naturais que existem aqui, que existem nesta paisagem. Nós temos uma diversidade florística absolutamente de doidos. Nós fomos abençoados com uma biodiversidade-

Em Portugal?

Sim, em Portugal, e com uma produtividade primária incrível, mas vemos isso como uma maldição. Nós vemos a quantidade de espécies que nós temos, nomeadamente de matos e de espécies anuais, que nos trazem uma riqueza absolutamente incrível. E do ponto de vista da biotecnologia e da bioeconomia, que vamos falar aqui um pouco, abrem portas para o século XXI e nós ainda estamos a gerir como se fosse uma maldição do século XIX. Portanto, é mesmo precisarmos dar uma volta a este contexto.

Professora Manuela Pintado, quais são os setores hoje em dia onde esta bioeconomia pode gerar mais impacto? Imagino à cabeça a agricultura, a floresta, mas há mais exemplos concretos, imagino.

Sim. Eu diria que a bioeconomia pode ser aplicada a todos os setores. Claro que em velocidades diferenciadas, mas, sobretudo, eu considero que a agricultura ou o setor agroalimentar e a área da floresta têm um valor enorme de recursos. Eu acho que é onde ele tem sido mais explorado e, sobretudo, muitas das soluções que têm surgido nos últimos tempos têm se concentrado muito na floresta, onde, de facto, a madeira é um recurso muito importante, é renovável e sempre deve ser usado com responsabilidade, porque o renovável implica ter, de facto, uma estratégia de garantir que essa renovação é feita com qualidade e mantendo a biodiversidade, naturalmente. Mas são dois setores extremamente importantes e onde o investimento de criação de novas moléculas, produtos e serviços tem decorrido talvez com maior intensidade. Saliento também aqui a área do mar, uma bio-- no fundo, o que nós chamamos de bioeconomia azul.

Que é muito caro a Portugal, não é?

Exatamente, por isso tenho que o destacar. Cada vez mais, o que nós chamamos a bioeconomia azul, onde também usamos recursos marinhos e conseguimos também criar novas moléculas, produtos e serviços, tem aumentado e Portugal tem investido muito nesta área. No entanto, saliento aqui que uma das ferramentas fundamentais para esta bioeconomia de qualquer um dos setores, que também está em crescimento, é sem dúvida a biotecnologia. Biotecnologia é uma ferramenta fundamental que utiliza micro-organismos, que utiliza enzimas e que utiliza produtos naturais, recursos naturais, para de facto conseguirmos obter produtos finais de maior valor Isto permite-nos criar bioinóculos, por exemplo, para a regeneração do solo, permite-nos criar biofertilizantes através de subprodutos que permitem alimentar de forma limpa e com saúde os solos, e um outro conjunto enorme de exemplos que podemos dar. Mas consideramos que a biotecnologia é uma das tecnologias já antiga, mas que continuará a ser uma tecnologia do futuro para esta bioeconomia.

Imagino que coloque alguns desafios este conhecimento científico e estas inovações científicas todas serem colocadas em prática. Como é que se transforma este conhecimento científico em soluções práticas? Já falou de novos ingredientes bioativos ou materiais que estejam a ser também desenvolvidos em Portugal e que possam ser o futuro.

Sim. Primeiro, tem que haver o fomento de um modelo de cocriação. A universidade, a ciência não pode estar separada da economia e, portanto, cada vez mais, quando o desenvolvimento decorre dentro das universidades, temos tentado envolver os stakeholders certos, que nem só passa, muitas vezes, por uma empresa. Obviamente que a empresa é aquela que vai capitalizar o nosso valor em média à economia, mas depois temos também envolvido outras entidades, NGOs e outras entidades que nos ajudam também a comunicar, inclusive a influenciar as políticas públicas, muitas vezes com esta investigação que fazemos. Uma vez que muita desta bioeconomia criamos valor, e em Portugal temos muitos exemplos, temos exemplos de subprodutos, por exemplo, da produção da madeira, que neste momento estão em embalagens, estão em antimicrobianos e conservantes. Portanto, já há exemplos claros em Portugal em desenvolvimento, ou mesmo, por exemplo, no nosso centro de investigação, muito trabalho em reutilização da água, remoção de poluentes e produção de biopolímeros para incorporar bioinóculos. Nós, em particular, no trabalho de valorização de perdas de matos que não são utilizados e que podem também ter aqui um papel importante no controlo e evitar os incêndios, em produção de moléculas de alto valor, como a alinina, que pode ser usada até como um agente biopesticida. Há, de facto, neste momento, um potencial. Qual é o ponto mais crítico? É conseguirmos, para cada um destes modelos, encontrar o modelo de negócio certo. Porque muitas vezes a investigação, quando não está analisada do ponto de vista do impacto que ela vai ter ambiental também e económico, não conseguimos aplicá-la da forma certa. Portanto, cada vez mais, estas equipas multidisciplinares que trazem este conhecimento da economia, do ambiente, da sociedade, inclusive, e também toda a inovação, são fundamentais para garantir que chegamos ao final e temos um impacto verdadeiro na economia, no ambiente e na nossa sociedade.

Nuno, há de facto aqui desafios e barreiras para passar da investigação ao mercado. A I&D pode ter uma palavra a dizer, mas quais são estes desafios? É regulamentação, é financiamento, há aqui também uma questão do consumidor cultural. Quais são essas barreiras?

São ambas as coisas simultaneamente, ao mesmo tempo.

Tudo em todo lado, ao mesmo tempo.

Exatamente. Com mais um ponto que pode ser bastante crítico, que é: na Física fala-se muito da questão da energia potencial e da energia cinética. Energia potencial é quando algo pode acontecer, energia cinética é quando algo está a decorrer. E nós muitas vezes usamos a palavra potencial. O potencial está ali, mas se o potencial não tiver um nudge, não tiver um empurrãozinho, não anda, não mexe. E muitas vezes o que acontece é precisamente isso. Nós temos as ideias, a academia faz um trabalho incrível, mas nós enquanto sociedade somos um bocadinho hesitantes em como investir. E quando pensamos em investir, pensamos logo: "Como é que eu rapidamente vou recuperar o meu investimento?" E há aqui alguns produtos que são de criação lenta. O que é engraçado que o país que é o maior produtor mundial de cortiça, tem dificuldade em perceber o que é criação lenta de valor, de alto valor acrescentado. Não deixa de ser curioso. E aquilo que nós vemos aqui na sociedade é: estamos muito dependentes que haja o tal nudge, o tal empurrão por parte do Estado, o que é interessante, mas não é obrigatoriamente positivo, porque significa que não temos a capacidade de gerar capitais próprios para investir. Muito por falta desta capacidade de acreditar que vale a pena e de querer ter resultados muito rápidos e haver alguma falta de capacidade de domesticar a ansiedade dos próprios mercados. Mas a verdade é que este caminho faz-se caminhando e quando vemos que há empresas, entidades que conseguem dar os primeiros passos, e temos vários bons exemplos de transferência de tecnologia entre a academia e entre as empresas. Nós, em plena pandemia, tivemos a oportunidade de trabalhar com uma outra empresa a desenvolver um projeto chamado Biobloque Covid. O Biobloque Covid, basicamente o que foi: fomos à procura de plantas silvestres da nossa flora e tentar perceber se tinham componentes interessantes, coisas como terpenos e outros componentes que por ali estão, superinteressantes, nas plantas silvestres, que não existem muitas vezes nas plantas cultivadas, porque pelos vistos é preciso ter um bocadinho de estresse para produzir certos componentes. Se as plantas estiverem muito bem acomodadas, não produzem os componentes de alto valor acrescentado. É curioso, não é? A natureza é como a leite com chocolate, funciona melhor depois de abanada. Portanto, estas coisas são bastante curiosas. E esse projeto abriu-nos uma série de portas e de perspetivas, que são superinteressantes também para as pessoas com quem trabalhamos, nomeadamente produtores agrícolas e proprietários rurais, porque muitas vezes nós temos áreas que não são propriamente com grande aptidão agrícola ou aptidão florestal, mas que podem ter aptidão para outras coisas, nomeadamente a produção destas plantas silvestres, dos matos e por aí fora. Neste momento, temos um bocadinho aqui uma queda para tentar perceber se o carbono, se os créditos de carbono é que vão salvar toda a gente. Eu tenho muitas dúvidas, para não dizer algumas certezas, que não é tanto por aí, mas acredito muito que se nós acreditarmos na natureza, podemos ter outcomes, podemos ter esses resultados. E parte desses outcomes vão precisamente pelo potencial Que existe da parte de bioeconomia, de toda essa diversidade turística. Deixo só esta indicação muito simples: nós perdemos agora, tragicamente, 250 mil hectares de áreas de floresta, matos, de mosaico rural. Se nós fizermos umas contas muito simples, em que cada hectare podia ter um determinado potencial econômico pra produzir componentes importantes pra indústria, pode ser indústria têxtil, construção, farmacêutica, cosmética, uma coisa te garanto, eu posso não saber dizer aqui o número, mas vocês vão saber qual é o número. E o número é simples de calcular, é maior do que zero. É muito maior do que zero. Portanto, aquilo que nós perdemos com perda de 250 mil hectares, foi muito maior do que zero. Se isso não aparecer nas nossas contas, nós vamos mais uma vez pensar que isto só lá vai se tivermos dinheiro público para recuperar. Nós somos um país que anda sempre com a manta curta em termos do dinheiro público. É preciso pensar também que dinheiro público é excelente se também conseguir alavancar a iniciativa privada e se a própria iniciativa privada acreditar que há caminho pra fazer neste sentido.

Professora Manuela, tem também, do seu ponto de vista mais acadêmico, ideias de como é que se passa mais rapidamente da investigação para o mercado? E de fato os empresários são ávidos nessa pressa de recuperar esses seus investimentos?

São. Eu falei há pouco deste modelo de cocriação, que deve ser iniciado o mais depressa possível, quando começamos com a ideia. Porque muitas vezes nós temos dois modelos, a investigação mais fundamental, que também é muito importante e cria novas ideias, em que o investigador questiona-se sobre o que acontece, o potencial da natureza, por exemplo, e depois, quando a ideia está fechada, fala com a empresa. E muitas vezes, a ideia não está completamente ajustada à aplicação. Por isso, cada vez mais, e penso que os próprios programas de financiamento assim o têm dito, é juntar a empresa diretamente com o investigador e que trabalhem juntos, porque o desafio, muitas vezes, da economia ou do produto, requer o acompanhamento contínuo entre o investigador e a empresa que o vai explorar. E, portanto, esse tem sido o nosso modelo. Nós temos, por exemplo, um modelo de cocriação dentro da universidade, em que temos uma empresa, uma das maiores empresas de cana de açúcar do mundo, que está em cocriação conosco e com muitas outras empresas em que fazemos projetos conjuntos. Temos startups, em particular, diria que também é um papel muito importante a startup.

Porque essa é uma figura que já nasce um bocadinho desse meio entre o acadêmico e depois o mercado. As chamadas incubadoras, quase.

Completamente. Nós temos muitos alunos de doutoramento que crescem ideias e que eles próprios, infelizmente, gostaríamos de ter mais no país, são necessários mais empreendedores, mas eles com essas ideias começam a trabalhar seu próprio negócio. E nós, universidades, temos essa responsabilidade em facilitar e ajudá-los. Nós temos um exemplo muito concreto de uma empresa que valoriza seus produtos agroalimentares, frutas, portanto tudo que são frutas, e cria pelo menos três novos ingredientes. E a universidade, juntamente com empresas de maior dimensão, porque também é muito importante catalisar a junção de empresas que possam investir e que possam apoiar estas startups, cria um ecossistema de valorização de muito valor. E, portanto, cada vez mais, acho fundamental este modelo de cocriação, cada vez mais multi, porque permite também ultrapassar mais barreiras rapidamente e, sobretudo, o mais cedo possível, desde a ideia, para garantirmos que essa ideia se traduza o melhor possível de impacto no mercado.

Nuno, Portugal pode mesmo tornar-se nesse tal país laboratório para uma aposta nessa diversidade biológica e investigação de ponta? Isto para lhe perguntar em que ponto é que estamos ou quem são os nossos maiores concorrentes. Há países que estão bem à nossa frente nesta matéria e o que é que teremos que fazer pra chegar mais perto dessa realidade?

Trabalho de casa. O que aprendemos na escola. Eu queria salientar o que a professora Manuela estava a dizer. A minha base é da biologia e da ecologia, e há uma palavra que é fantástica, que é a simbiose. Cocriação não é mais do que a simbiose. E a diferença entre simbiose e cooperação é que cooperação são quando dois organismos tentam resolver um problema, simbiose é quando dois organismos diferentes criam uma coisa nova, criam uma terceira entidade. E nós muitas vezes temos que olhar pra isso precisamente nesse sentido e entender que Portugal tem não só um capital natural incrível, como um capital social e um capital intelectual e um capital até emocional bastante interessante. Nós somos um país que está habituado historicamente a enfrentar desafios gigantes. Nós termos atravessado o mar pra chegar ao outro lado do mundo era porque do outro lado estava a Espanha, não dava muito jeito invadir aquilo que era complicado. Portanto, nós sabemos tomar decisões difíceis. Nós sabemos tomar decisões difíceis e, felizmente, construímos uma relação sólida e uma relação bastante cooperante com a Espanha, para o nosso bem e para o bem de todos. Mas Portugal realmente tem um cadinho de fatalismo. Nós somos o país do fatalismo, tentamos sempre ver o copo meio vazio. Há quem tente ver o copo meio cheio, outros países bebem o que lá está enquanto os outros discutem. É isso que está a acontecer. Por exemplo, nós temos países, neste caso, dos mais avançados, como a Finlândia, que tem toda uma área de desenvolvimento de economia circular e de bioeconomia a prosperar. E a Finlândia tem áreas rurais, é um clima bastante diferente do nosso, mas então vamos ver o que está passando na Catalunha também, o que está a ser feito nessa região, o que está a ser feito em Itália, o que está a ser feito no sul de França. E realmente o que vemos é que muitas vezes aquilo que é a verdadeira semente da inovação é a vontade. E a nós não nos falta vontade, mas falta depois a capacidade de tornar essa vontade, vontade real. E aqui o que eu queria destacar, muito simplesmente, só dois aspectos que pra mim são os mais críticos. Nós, enquanto sociedade, temos que olhar pro país real que temos, e o país real ainda por cima tem ilhas, e ilhas fascinantes, e a quantidade de recursos que existem aí que podem gerar benefícios pras comunidades locais é insana. Qualquer número que eu dissesse é um número imaginário. Volto a dizer, é maior do que zero, é muito maior do que zero. E depois temos uma outra questão, que às vezes é: nós temos um complicômetro que eu não sei explicar o que é. Por exemplo, nós temos problemas gravíssimos com espécies exóticas invasoras. Espécies de plantas exóticas invasoras, como esta erva das plumas, as canas, as acácias, por aí fora. E depois temos uma legislação que não nos permite utilizar essas plantas pra produzir nada. E depois temos aquela célebre frase do futebol, que é: até os comemos. Mas depois não comemos, o que podemos fazer com coisas exóticas invasoras. Volto a dizer, quer do ponto de vista alimentar, quer do ponto de vista de construção, inovação, existe tanta coisa que pode ser feita. E a única coisa que temos que pensar é: nós precisamos de dinheiro para fazer o controle de invasoras ou remoção daquelas plantas. Vamos pensar ao contrário, como é que nós podemos gerar rendimentos pras comunidades locais, desde suportar pequenos negócios até ter as grandes empresas no terreno também. A universidade é o parceiro-chave pra simbiose poder acontecer, mas temos que ter este espírito empreendedor também de desbloquear aqui algumas barreiras, baixar um bocadinho o complicômetro e acreditar que é possível.

Parece-me uma ótima ideia também para fecharmos este episódio do Vozes Circulares. Contou com o CEO da NBI, o Nuno Oliveira, e também com a professora Manuela Pintado, da Universidade Católica. Está de regresso, então, o Vozes Circulares para esta segunda temporada. É um podcast do Observador em parceria com a Associação Smart Waste Portugal e neste episódio contamos com o apoio da NBI. Junte-se a nós no próximo programa e continue a saber tudo sobre sustentabilidade e economia circular.