Saúde

Nova classe de medicamentos reduz riscos de ataque cardíaco

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Uma nova classe de medicamentos para a prevenção de ataques cardíacos e desaceleração da progressão do cancro está a ser apelidada pelos investigadores como o maior avanço no ramo, desde as estatinas.

O estudo rastreou dez mil vítimas de ataque cardíaco, que receberam doses elevadas de estatinas, canakinumab ou placebo, durante quatro anos

iStockphoto/stanislave

Uma nova classe de medicamentos anti-inflamatórios poderá ajudar a prevenir ataques cardíacos e abrandar a progressão do cancro – uma descoberta que está a ser apelidada pelos investigadores como o maior avanço no ramo, desde as estatinas (principais medicamentos utilizado para precaver ataques cardíacos e controlar os vários níveis de colesterol). A pesquisa foi liderada pelo hospital Brigham and Woman, em Boston, com dez mil doentes e mil médicos de 39 países.

Tem um nome exótico – canakinumab – e é administrado por injeção a cada três meses. Os investigadores afirmaram, de acordo com o The Guardian, que o medicamento marca uma “nova era terapêutica”, ao funcionar de maneira completamente diferente do tratamento convencional. A toma do anti-inflamatório permitiu a redução de ataques cardíacos em 15%, em doentes que já tinham sido vítimas, cortando também para metade o número de mortes por cancro.

O estudo rastreou dez mil vítimas de ataque cardíaco, que receberam doses elevadas de estatinas, canakinumab ou placebo, durante quatro anos. Paul Ridker, da Harvard Medical School, afirmou que a descoberta tinha “implicações de longo alcance” e expôs as várias fases de avanço da cardiologia enquanto exerceu a profissão.

Cheguei a ver três grandes épocas de cardiologia preventiva durante a minha vida. Na primeira, reconhecemos a importância da dieta, do exercício e da cessação do tabagismo. Na segunda, identificámos a importância dos medicamentos na diminuição dos lípidos, como as estatinas. Agora, estamos a abrir a porta para a terceira era”, explicou Paul Ridker.

Os resultados foram apresentados no congresso da Sociedade Europeia de Cardiologia, em Barcelona, e “representam o culminar de mais de duas décadas de pesquisa”.

Canakinumab é um anticorpo que ataca uma proteína do sistema imunológico chamada interleucina-1, que em níveis elevados resulta em inflamação aumentada em todo o corpo.

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