Música

Uma canção nova de Sérgio Godinho por dia: “Nação Valente”

O próximo álbum do cantor e compositor português Sérgio Godinho é editado na próxima sexta-feira. Até lá, o Observador revela em primeira mão cinco canções inéditas que compõe o novo disco.

MIGUEL A. LOPES/LUSA

“Nação Valente” é o mais recente trabalho de originais do cantor e compositor Sérgio Godinho. O Observador hoje mostra-lhe a canção que deu nome ao disco do cantor, editado esta sexta-feira, dia 26 de janeiro. A letra é de Sérgio Godinho e a música de Hélder Gonçalves.

Em entrevista ao Observador, conduzida por Bruno Vieira Amaral, o cantor fala do novo disco como um hino ao povo português para quem sabe que é um exemplo. Sobre a canção que dá nome ao mais recente trabalho, Sérgio Godinho fala de uma música sobre a crença, mas não é uma música patriótica.

“Eu sinto-me muito português e faço parte disso, mas sou um português cosmopolita, passei por outros países, senti-me bem noutros países, e ainda bem que vivi isso, e vivi bem, de um ponto de vista vivencial, porque às vezes vivi mal”, acrescenta o cantor.

Este é 18º disco de originais do cantor. Há cerca de sete anos que Sérgio Godinho não publicava um, mas não foi por isso que durante este tempo esteve parado. O cantor estreou-se na ficção com o livro “Coração mais que perfeito”, editado em fevereiro do ano passado, e em maio publicou “Eu, Tu, Ele, Nós, Vós, Eles!”.

[a letra de “Nação Valente”:]

Não quero pôr-te numa gaiola

De mão estendida por esmola

Não quero ter-te acorrentada

Sofrendo por tudo e por nada

Quero-te viva

afirmativa

Não quero ter-te endividada

Com só promessas por morada

Não quero ver-te assim carente

Perdão pedindo para a sua gente

Há-de haver outra solução

Para esta tão valente nação

Há que ir em frente

Nação valente

Fronteiras antigas

Fronteiras abertas

Quero um país de ideias libertas

As mágoas da vida

E da vida as ofertas

Fronteiras antigas

Fronteiras abertas

Não ver-te assim cobrada

na contramão dessa auto-estrada

nem quero ter-te adormecida

nos braços do que chamas vida

Quero-te viva

afirmativa

Não quero ter-te ziguezagueando

Porquê e como? perguntando

Assume a parte que já te coube

Esquece e lembra o que ontem houve

Há de haver outra perspectiva

Para usarmos a alegria em vida

Há-de haver outra solução

Para esta tão valente nação

Há que ir em frente

Nação valente

Fronteiras antigas

Fronteiras abertas

Quero um país de ideias libertas

As mágoas da vida

E da vida as ofertas

Fronteiras antigas

Fronteiras abertas

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