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Provavelmente a pensar nos escândalos sexuais que têm afetado as últimas edições dos Jogos Olímpicos, as seleções da Rússia, do Chile, do México e da Bósnia-Herzegovina proibiram expressamente que os jogadores tenham sexo durante o Mundial. Mas são as únicas. As restantes ou o permitem (com e sem regras) ou não têm uma posição definida sobre o assunto.

“Tudo depende de quando, de como e com que frequência”. As palavras são de Didier Deschamps, selecionador francês, cujos jogadores podem ter relações sexuais durante o Mundial, apesar de o técnico dar assim a entender que algumas limitações foram impostas. O médico da seleção de França, Jean-Pierre Paclet, considerou que “é relaxante” para os jogadores terem sexo durante a competição, “desde que não seja a noite inteira”.

Também o Brasil permite aos seus jogadores terem alguma diversão noturna (ou não), mas não muita. “Se for sexo normal, sim. Normalmente, o sexo normal é feito de forma equilibrada, mas tem algumas formas, alguns jeitos e outras pessoas que fazem malabarismo. Isso aí não”, disse Luiz Filipe Scolari sobre o assunto.

Já as seleções da Alemanha, Espanha, Estados Unidos, Itália, Austrália, Holanda, Suíça, Uruguai e Inglaterra não impõem limitações às relações sexuais dos seus jogadores (desde que, no caso da Alemanha e da Espanha, isso não ocorra nas vésperas de jogos), enquanto a maioria dos países não tem ou não divulgou uma política definida sobre este tema.

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Portugal encontra-se neste lote. Algumas das mulheres e namoradas dos jogadores portugueses estão no Brasil a apoiar os companheiros, mas isso não torna claro que as relações sexuais sejam permitidas – apesar de haver jogadores solteiros.

Casos relacionados com sexo durante campeonatos do Mundo e da Europa não são novidade para a seleção portuguesa. Durante o Mundial 1986, que ficou marcado pelo famoso ‘Caso Saltillo’, houve suspeitas de envolvimento com prostitutas. Em 1996 surgiram suspeitas semelhantes no chamado ‘Caso Paula’.

A propósito de prostituição, estima-se que existam no Brasil cerca de um milhão de pessoas que mantêm relações sexuais a troco de dinheiro – um número que deve aumentar durante a prova.