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O direito a ser esquecido “apaga” artigos da BBC e do The Guardian

A BBC, o The Guardian e o Daily Mail foram notificados pela Google: alguns dos seus artigos vão deixar de estar disponíveis através da pesquisa pelo motor de busca.

O direito a ser esquecido foi decidido em maio pelo Tribunal de Justiça Europeu

EPA/BORIS ROESSLER

O direito a ser esquecido, ou seja, o direito que as pessoas têm em ser retiradas das pesquisas na internet está a causar problemas a alguns sites e jornais internacionais. A BBC, o The Guardian e o Daily Mail receberam emails da Google a avisar que determinados artigos deixariam de estar disponíveis através da pesquisa pelo motor de busca.

Alguns dos artigos em questão estão relacionados com um árbitro da primeira liga de futebol da Escócia que, em 2010, mentiu sobre o porquê de ter assinalado um penálti durante um jogo entre o Celtic e o Dundee United e que acabaria por se demitir na sequência da controvérsia. Outro dos artigos a ficar de fora das pesquisas do Google é de 2007 e diz respeito a Stan O’Neal, na altura presidente do banco Merrill Lynch, que foi forçado a abandonar o cargo devido a investimentos que causaram perdas consideradas “colossais”.

Considerando que esta decisão se vai tornar um “grande desafio à liberdade de imprensa”, o The Guardian explica que a Google não justificou o porquê de barrar o acesso a estas notícias e que não há margem para apelar contra esta decisão tomada em maio pelo Tribunal de Justiça Europeu. O TJUE decidiu que as pessoas têm o direito de ter as suas informações retiradas das pesquisas em determinadas circunstâncias, sobretudo se os dados estiverem desatualizados ou incorretos.

Martin Clarke, editor do Daily Mail, considerou que a decisão da Google é semelhante a um “regime de censura”. Num artigo publicado esta quinta-feira, Clarke garantiu que o MailOnline, o site do Daily Mail, irá publicar e atualizar uma lista com todos os artigos que ficaram indisponíveis através do motor de busca, “Para que as pessoas possam perceber o que está a ser apagado”. Esta decisão “é o equivalente a entrar numa biblioteca e queimar os livros de que não gosto”, acrescentou.

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João Pires da Cruz
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Não, o fim do mundo que vem aí por a Google ter uma licença bancária não será o pior dos fins do mundo. Achar que com as suas bases de dados vai esmagar o mercado é mesmo porque não se aprendeu nada.

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