Foi em fevereiro deste ano que Philip Seymour Hoffman faleceu. Depois da trágica overdose que o vitimou, surgiram dúvidas quanto à gestão do dinheiro que o ator acumulou em vida. Nem um cêntimo dos mais de 25 milhões de euros foram deixados aos três filhos. Porquê? A resposta, alguns dirão, mostra sabedoria parental. Hoffman não queria que Cooper, 10 anos, Tallulah, 7, e Willa, 5, se tornassem em “trust fund kids”. Ao invés, a herança milionária ficou a cargo da companheira e mãe das respetivas crianças, Marianne O’Donnell.

A expressão inglesa remete para “fundo fiduciário” e consta de documentos judiciais revelados esta segunda-feira. O que significa? Hoffamn queria que os filhos trabalhassem para que, um dia mais tarde, fossem adultos independentes. O testamento foi feito antes do nascimento de Tallulah e Willa, mas o advogado que representa os interesses das crianças, James Cahill, garante que não há nada de suspeito e que o mais certo é o documento ser aprovado pelo tribunal, explica a CNN.

Mais do que questões monetárias, o ator fez questão de deixar em testamento indicações para que o seu filho mais velho fosse criado numa cidade onde a arte e a cultura estivessem presentes. Nesse sentido, a seguinte cláusula foi incluída: Cooper teria de viver no bairro de Manhattan, ou perto dele, no estado de Nova Iorque ou em São Francisco. Note-se que, dos destinos propostos, Los Angeles foi excluído.

A estrela que levou para casa um Óscar de melhor ator, pela sua interpretação em Capote, foi encontrada já sem vida no chão da casa de banho do seu apartamento, com uma seringa no braço. Investigadores descobriram cerca de 50 envelopes que alegadamente continham heroína, mas também seringas usadas e prescrições médica. Hoffman tinha 46 anos.