O Museu Cosme Damião, um espaço que ilustra os 110 anos da história do Benfica, assinala no sábado o primeiro aniversário, depois de um ano em que recebeu quase 60 mil visitantes.

“Esperamos atingir os 60 mil até ao dia do primeiro aniversário, no próximo sábado”, disse à agência Lusa fonte do clube da Luz, especificando que, até ao momento, passaram pelo museu 58.312 visitantes.

O museu situa-se no Estádio da Luz e a ele foi dado o nome de Cosme Damião, antigo jogador, técnico, dirigente, capitão e jornalista e o mais célebre dos 24 fundadores do Benfica na reunião que deu origem ao clube.

O espaço, composto por três pisos, divididos em 29 áreas temáticas, alberga a história dos “encarnados”, desde a sua fundação, a 28 de fevereiro de 1904, até aos dias de hoje, e no qual estão expostos os mais de 500 troféus ganhos nas várias modalidades.

Este ano o Benfica pôde juntar ao espólio do futebol, que ocupa maior destaque, os troféus do Campeonato, da Taça de Portugal e da Taça da Liga, depois de uma época em que ganhou os três troféus nacionais.

Ao longo deste primeiro ano de existência foi a 27 de outubro que o museu recebeu mais visitantes, num dia em que a equipa de futebol recebeu o Nacional (triunfo por 2-0) e no qual existiu uma promoção com o bilhete de jogo.

Nessa tarde passaram pelo museu 1.379 visitantes, o número recorde diário desde a inauguração.

Foi um ano foi de glória desportiva no futebol, mas também no basquetebol, atletismo e voleibol, mas de tristeza para o clube, que viu num curto espaço de tempo morrerem o maior símbolo do seu futebol, Eusébio, e o capitão Mário Coluna.

Eusébio morreu a 05 de janeiro, enquanto Coluna pouco mais de um mês depois, a 25 de fevereiro. Os dois futebolistas marcaram uma época de ouro no futebol benfiquista e foram sempre símbolos e figuras incontornáveis do futebol mundial.

No Museu Cosme Damião, Eusébio tem um espaço muito próprio, de referência, numa estrutura em que também são lembrados todos os jogadores que envergaram a camisola das “águias”.