O mestre do suspense, como ainda hoje é chamado, nasceu em Londres a 13 de agosto de 1899 — é só fazer as contas. Já lá vão 115 anos. Alfred Hitchcock, realizador mas também produtor de largo sucesso, apostou numa carreira que se prolongou por cerca de cinco décadas. Tempo suficiente para realizar mais de 50 filmes, sobretudo de suspense e thrillers psicológicos. No currículo tem películas como Rebecca, A mulher que viveu duas vezes, Intriga em família e Psico.

Hitchcock, conhecido por aparecer nos próprios filmes, inspirou realizadores que lhe seguiram as pisadas. O trabalho de uma vida ajudou a moldar o cinema dito moderno, mas apesar disso nunca ganhou um Óscar. Aqui ficam algumas das heroínas que ele escolheu para interpretarem papéis principais, desde a atriz que virou realeza a Janet Leigh — que ficou célebre em Psico.

Grace Kelly — Chamada para a morte (1954), A janela indiscreta (1954), Ladrão de Casaca (1955)
O filme Chamada para a morte, de 1954, foi a primeira contribuição entre Grace Kelly e Alfred Hitchcock. Nele, Kelly dá vida à personagem de Margot Mary Wendice, cuja morte é desejada pelo marido por ter descoberto que esta o havia traído. O filme foi aclamado pela crítica e, igualmente, um sucesso comercial. Mais do que isso, representou o começo de uma relação frutífera, da qual resultaram um total de três películas — Tanto A janela indiscreta como Ladrão de Casaca foram bem sucedidos. Hitchcock ainda lhe ofereceu o papel de Marnie, para uma quarta aventura cinematográfica, mas à data Kelly transformou-se numa princesa de sangue azul e deveres reais.

Ingrid Bergman — A casa encantada (1945), Difamação (1946), Sob o signo de capricórnio (1949)
A atriz e o realizador trabalharam em três ocasiões distintas, diz o site Female First, entre 1945 e 1949.  A casa encantada é outro clássico de suspense, onde Bergman contracena com Gregory Peck e Michael Chekhov. No segundo filme, foi a vez de a atriz unir esforços com o galã Cary Grant e o resultado não podia ser outro — foi um dos filmes mais bem sucedidos exibidos em 1946. A última colaboração com o mestre do suspense data de 1949, um trabalho baseado no romance homónimo da autoria de Helen Simpson.

Kim Novak — A mulher que viveu duas vezes (1958)
Chegou às telas de cinema em 1958 e fez “estragos” consideráveis. Trata-se de um thriller memorável baseado no romance D’entre les morts de Boileau-Narcejac, de 1954. Nele, Kim Novak divide as atenções com James Stewart. A história acompanha um detective reformado de San Francisco que sofre de acrofobia. Este investiga as estranhas atividades de um velho amigo da esposa e acaba por ficar perigosamente obcecado por ela. O filme é tido como um dos melhores de sempre do realizador e, hoje em dia, é considerado uma peça icónica de grande cinema.

Tippi Hedren — Os pássaros (1963), Marnie (1964)
Foi talvez a atriz que teve uma das relações mais complicadas com o realizador. O filme Os pássaros marcou a estreia de Tippi no mundo do cinema — Hitchcock foi, inclusive, o seu professor de representação. As filmagens terão sido complicadas e até difíceis. A longa-metragem Marnie chegou em 1964 e foi onde Tippi contracenou ao lado de Sean Connery, apesar de não ter sido um trabalho tão bem recebido, tendo um sucesso moderado nas bilheteiras.



Janet Leigh — Psyco (1960)
Janet Leigh encarna a pele de Marion Crane, a personagem feminina mais famosa num filme de Hitchcock, apesar de ser morta no primeiro terço da película. Quem não se lembra da icónica cena no duche? Foi uma decisão arriscada do realizador que, no panorama geral, fica para a posteridade e vai continuar a influenciar nomes no universo cinematográfico.