A febre das pulseiras de elásticos que entreteve as crianças durante o verão pode ser forçada a parar uma vez que foi detetada a presença de 40% um químico altamente cancerígeno no seu material. Tratam-se de ftalatos, um composto limitado pela União Europeia a 0.1%. Uma das lojas que vendia estes amuletos e pendentes para as pulseiras, The Entertainer, já os retirou do mercado e está a devolver o dinheiro aos seus consumidores.

No Reino Unido, as embalagens tinham rótulos estrangeiros mas apresentavam selo de segurança e qualidade da União Europeia. Embora este químico seja altamente perigoso encontramo-lo diariamente em tapetes, quadros de parede, estofos de automóveis e acessórios. Está até presente em certos cosméticos e produtos farmacêuticos. Há várias variações deste químico, mas neste momento são sete os que estão totalmente banidos segundo a legislação da UE.  

Foi o The Birmingham Assay Office, um laboratório que faz testes independentes a artigos de moda e de joelharia, que descobriu dois destes ftalatos proibidos por causarem graves problemas ao organismo. Marion Wilson, do laboratório, explicou que os “ftalatos entram no nosso organismo através da sucção e como é óbvio um amuleto pendurado numa pulseira é um item de risco muito alto. Uma vez que é o mais provável que as crianças ponham na boca.”

Não obstante, Marion Wilson alerta: “Nós estamos conscientes de que muitas lojas vendem responsavelmente e há uma legislação muito apertada que os obriga a cumprir as limitações.”

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A cadeia de lojas infantis que viu os seus amuletos serem retirados do mercado já reagiu dizendo “fomos alertados para o facto de os elásticos comprados nas nossas lojas terem ftalatos. Na The Entertainer a segurança das crianças é a nossa maior prioridade e por isso como medida preventiva retiramos todos os amuletos das lojas e já iniciamos uma investigação.”