Quem tem animais de estimação sabe que é impossível ligar o tablet, o computador ou o telemóvel sem que eles queiram interagir com o dispositivo — seja com o focinho ou com as patas. E se pudesse aproveitar este fascínio para comunicar com eles? São vários os animais que conseguem comunicar com os seus tratadores através da tecnologia. E alguns casos estão a merecer atenção especial da comunidade científica.

  • Quatro tartarugas de nacionalidade austríaca, Molly, Quinn, Esme e Emily estão a estudar para passarem no teste final de cognição espacial que será feito num computador tátil. Os exercícios são simples: há um ecrã com dois círculos, metade do tempo tocam no da direita, a outra metade no da esquerda. Quando acertam recebem uma recompensa em géneros – comida. Embora todas as tartarugas tenham aprendido a usar o computador, apenas a Esme e a Quinn perceberam como receber uma recompensa com ele.
  • Kanzi, um chimpazé de trinta anos que vive no Iowa já aprendeu a comunicar com os tratadores através do seu tablet de ecrã gigante. Explica o que quer, joga, brinca e pede comida.
  • Brutus, Dusty e Bella são três irmãos do Alabama. Três ursos negros, uma espécie de predador não social, aprenderam que quando tocam nos sítios certos do resistente ecrã que têm à sua frente, não só ganham direito a ouvir música como ainda a um snack.
  • Seis orangotangos e dez chimpanzés em Houston aprenderam a pintar e a interagir com as aplicações do iPad da sua tratadora, a troco de comida.

Hoje em dia, nos jardins zoológicos, já se usam estas tecnologias para puxar pelas partes do cérebro dos animais primitivos que estão em défice de desenvolvimento. Uma vez que não têm que caçar, fugir de predadores ou encontrar abrigos, os tratadores dão-lhes puzzles e jogos para exercitarem o cérebro. Estas experiências já permitiram descobrir que a cognição numérica é independente da vida social. E um ecrã tátil começa a ser uma parte indispensável do estojo dos biólogos.

Os cientistas dizem, com certeza, que a maioria dos animais gosta de aparelhos luminosos, de interagir com eles, principalmente se forem coloridos e tiverem som. E tal como na sociedade são os símios menores de idade que se mostram mais interessados, que aprendem mais facilmente a brincar com mais aplicações e que se mostram mais relutantes em largar os aparelhos.

 

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