Governo e parceiros sociais voltam esta terça-feira à concertação social, após o período de férias, para discutir o anteprojeto de reforma do IRS e a racionalização das medidas ativas de emprego. O aumento do salário mínimo nacional (SMN) não faz parte da ordem de trabalhos da reunião, mas as duas centrais sindicais pretendem colocar o assunto à discussão para reafirmar as suas reivindicações.

Na sexta-feira, depois de ter recebido a convocatória para a reunião e a respetiva ordem de trabalhos, a CGTP-IN solicitou ao ministro da Solidariedade, Emprego e Segurança Social que o Salário Mínimo Nacional fosse discutido na reunião de concertação social, pretensão igualmente assumida pela UGT.

A Inter justificou a “urgência em atualizar de imediato o SMN, visto ser uma medida que atinge centenas de milhar de trabalhadores/as que, trabalhando, empobrecem todos os dias”.

A CGTP-IN considera que “estão reunidas todas as condições económicas e sociais para que a atualização do SMN tenha efeitos imediatos, pelo que não há razões nem desculpas para novos protelamentos”.

A UGT também pretende reivindicar o aumento do SMN na reunião de hoje porque considera a questão prioritária.

A CGTP tem reivindicado o aumento do SMN para os 515 euros com efeitos a 1 de junho e a UGT reivindica um SMN de 500 euros retroativo a 1 de julho.

A CGTP-IN irá apresentar na reunião de concertação uma proposta de evolução progressiva do SMN até ao início de 2016, de modo a fixar esta remuneração nos 540 euros em janeiro de 2015 e nos 600 euros, um ano depois.

Atualmente o salário mínimo é de 485 euros.

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