O Banco Central do Brasil reduziu esta segunda-feira de 1,6 por cento para 0,7 por cento a previsão de crescimento da economia brasileira para este ano.

A revisão em baixa foi motivada pela deterioração de expectativas do desempenho industrial, que passou de 1,6 por cento para 0,4 por cento, sendo a indústria civil, produção, transformação e distribuição de gás e água os setores mais afetados.

O único setor industrial com alta prevista é a indústria extrativa, cuja previsão de crescimento passou de 5,1 por cento para 6,9 por cento, baseada nas perspetivas de extração de minério de ferro e de petróleo.

Segundo o relatório divulgado hoje, o Banco Central do Brasil prevê que o setor agropecuário, motor da economia brasileira, cresça 2,3 por cento, contra os 2,8 por cento estimados no relatório anterior.

A previsão do crescimento do consumo foi também revista em baixa, passando de dois por cento para 1,6 por cento no consumo das famílias e de 2,1 por cento para 1,7 por cento no consumo público.

Durante os últimos anos, a economia brasileira tem sido sustentada por políticas de incentivo ao crédito – redução das taxas de juros e criação de novas linhas de financiamentos – visando o aumento do consumo.

Mesmo com a revisão em baixa anunciada hoje, as estimativas do Banco Central do Brasil são mais otimistas que as divulgadas por analistas, que preveem um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro de apenas 0,29 por cento em 2014.