É falta, mas o jogador não gosta. Olha para o árbitro, aproxima-se e começa a refilar. A contestar a decisão. Se abusar, vê um cartão branco a sair do bolso do homem do apito, sinal de que terá de estar fora do relvado durante os próximos dez minutos. Este episódio nunca aconteceu. Nem podia — esta regra não existe no futebol. Mas é algo que Michel Platini, presidente da UEFA, gostaria que passasse a existir para lutar contra “a mania de desafiar os árbitros”.

Algo que, defende o francês, está a “espalhar-se como uma epidemia” no futebol. Foi assim que Platini descreveu o fenómeno no livro “Parllons Football”, que escreveu e foi publicado recentemente. É nele que o líder da entidade que rege o futebol europeu defende a introdução do tal cartão branco, que tiraria o jogador infrator do encontro durante dez minutos, escreveu a Sky Sports.

Um cartão que “não deveria ser confundido com o amarelo, que deve ser dedicado às faltas que aconteçam dentro do jogo”. E esta não é a única alteração que Platini defende: o gaulês, de 59 anos, propôs igualmente que cada equipa seja autorizada a realizar mais substituição durante a hora e meia de jogo, além das três que hoje são permitidas. O presidente da UEFA sugere que, ao intervalo, seja possível que as equipas possam trocar dois jogadores — de modo a que as restantes três apenas pudessem ser efetuadas durante o tempo útil de jogo.