Ele próprio o admitira: “Nunca mais fiz grande coisa.” A confissão veio a meio de um dia soalheiro, em Supertubos, praia-mãe do surf em Peniche, quando o Observador apanhou Mick Fanning a terminar uma sessão de treino. Aí o mar estava tímido. Uma mini-amostra das ondas que, esta segunda-feira, o australiano surfou para vencer a etapa portuguesa do circuito mundial de surf. E assim está de volta — cinco anos depois, Fanning volta a ser o melhor em Supertubos.

Em 2009, na primeira vez em que o circuito se instalou na praia de Peniche, o australiano acabou a sair da água em ombros, a celebrar, em êxtase. Não mais esteve perto de o voltar a fazer. Até hoje. Aos 33 anos, Fanning aproveitou o facto de Gabriel Medina e Kelly Slater, os dois homens que estavam na frente do ranking mundial da ASP (Association of Surfing Professionals), terem sido eliminados na terceira ronda da prova.

A última vitória apareceu contra Jordy Smith, sul-africano que, na final, foi derrotado por 7.83 pontos (Fanning terminou com 15.50, com uma onda de nove pontos pelo meio). “Estou tão feliz. As ondas hoje estiveram muito boas. O dia baseou-se em tentar encontrar tubos”, desabafou o australiano, minutos após sair da água, antes de lhe perguntarem sobre as eliminações de Medina e Slater. “Com eles a saírem [de competição], tinha que aproveitar. É aí que gosto de estar, debaixo do radar”, defendeu.

Ranking

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Com esta vitória, o aussie, de 33 anos, dá um pulo para o segundo lugar do ranking — ultrapassou Kelly Slater, o norte-americano, nove anos mais velho, que já venceu o circuito por onze vezes –, até ao segundo posto. E, de repente, está de volta à corrida pelo título mundial, que já venceu em 2007, 2009 e 2013. Agora fica a faltar o Billabong Pipe Masters, no Havai, agendado para se realizar entre 8 e 20 de dezembro. Será aí que tudo se decidirá.