Depois da estreia no Doc Lisboa, o documentário “Fado Camané”, de Bruno de Almeida, chega aos cinemas nacionais esta quinta-feira. É uma janela que se abre durante 72 minutos para o processo criativo de uma das maiores vozes do fado.

Em 1995, Bruno de Almeida realizou “Amália, uma estranha forma de vida”. Foi nessa altura que ouviu falar pela primeira vez de Camané. “Na altura perguntei-lhe [a Amália] quem é que ela gostava de ouvir cantar e se o fado seguia em frente. Amália sorriu e respondeu: “Anda aí um rapaz que canta muito bem…tem muito boa voz…e tem fado…chama-se Camané”, escreve o realizador.

Seria preciso esperar até 2006 para fadista e realizador se conhecerem. A simpatia e admiração levaram à decisão de fazer um documentário, que se proporcionou por altura das sessões de gravação do álbum Sempre de Mim, de 2008.

“Comecei a filmá-lo em diversas situações: concertos, ensaios, viagens, momentos espontâneos em casas de fado, a vaguear pela cidade”, explica o realizador. Foram seis semanas, tempo suficiente para que Camané e outros participantes nas sessões, como José Mário Branco, se esquecessem de que estavam a ser filmados.

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“Fado Camané” permite observar de perto o processo de criação de um dos álbuns mais aclamados do fadista, mas também a relação de Camané com o compositor e produtor José Mário Branco e a poeta Manuela de Freitas. Por isso, silêncio, que se vai ver o fado.