O tenista suíço Roger Federer, número dois mundial, celebrou esta quinta-feira o 12.º apuramento para as meias-finais dos Campeonatos Finais da ATP, com uma estrondosa vitória sobre o britânico Andy Murray, por 6-0 e 6-1.

A “humilhação” do escocês diante do seu público valeu também o lugar na fase seguinte ao japonês Kei Nishikori, que já era o primeiro asiático de sempre a marcar presença no torneio que reúne os oito melhores tenistas da época.

Pouco há a contar do último encontro do Grupo B na O2 Arena de Londres: Federer, que antes mesmo de entrar em “court” já estava apurado para as “meias”, dominou do princípio ao fim, concretizando o triunfo, e a eliminação de Murray, em 56 minutos.

“Claramente estou muito feliz por ter jogado tão bem. Sabia que estava qualificado, por isso talvez tenha estado mais relaxado. Não teve o desfecho que eu tinha antecipado, mas há sempre o próximo ano para o Andy”, disse logo após o encontro, presenciado por José Mourinho — o treinador do Chelsea divertiu-se a tirar “selfies” com os espetadores.

Federer, que aos 33 anos procura o sétimo título no Masters, terminou assim no primeiro lugar do grupo B, ao ganhar os seus três encontros, com Nishikori, que venceu o espanhol David Ferrer, por 4-6, 6-4 e 6-1, a ser segundo.

Apesar da imaculada caminhada na fase de grupos, dificilmente o suíço poderá acabar o ano como número um mundial (Novak Djokovic está a uma vitória de segurar a posição), uma desfeita que poderá compensar com o estatuto de “vice” mais velho na Era Open.

Já Murray igualou o seu pior resultado de sempre no circuito, uma derrota por 6-1 e 6-0 com Djokovic em Miami, em 2007.