O Ministério Público arquivou, por falta de indícios, o inquérito a problemas de segurança do Metropolitano de Lisboa, desencadeado após uma notícia sobre alegadas falhas nos sistemas de travagem dos comboios, revelou esta quarta-feira a Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa.

“O Ministério Público (MP) determinou o arquivamento por insuficiência de provas indiciárias no inquérito instaurado tendo por objeto a eventual falta de segurança no Metropolitano de Lisboa na sequência da noticiada desativação do sistema de travagem de emergência e mau funcionamento do sistema de travagem normal”, informou a Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa (PGDL) na sua página na internet.

De acordo com a Procuradoria, foi realizada uma investigação e “recolhidos todos os meios de prova ao alcance” do MP e “não foram reunidos indícios suficientes do crime de atentado contra a segurança dos transportes”.

A PGDL acrescentou que não houve indícios de “situações suscetíveis de pôr em causa o respeito pelos normais padrões de segurança das pessoas ou de perigo no funcionamento daquele meio de transporte, atendendo às concretas circunstâncias denunciadas e investigadas”.

A investigação do MP surgiu após uma notícia do jornal i, publicada a 30 de maio deste ano, que informava que o Metro de Lisboa não teria travões de emergência há dois anos.

Numa investigação de quatro páginas, o i dava conta de alguns dos alegados problemas com que se depararia o metropolitano, entre os quais a segurança, inexistente entre as 12h00 e as 17h00, alertando, também, que aos maquinistas não seria feito nenhum teste psicológico.