Técnicos da Proteção Civil Municipal de Sintra estão esta manhã a avaliar os danos provocados por um muro que ruiu parcialmente na quinta-feira, no Cacém, e levou ao desalojamento de 22 famílias, informou a autarquia. “Vamos fazer uma primeira avaliação das condições para ver se as pessoas podem voltar às suas casas”, afirmou a diretora da Proteção Civil Municipal de Sintra, Ana Queiroz do Vale.

A técnica acrescentou que o prédio n.º 12 da Rua São Tomé e Príncipe, no Cacém, é o que inspira “maior preocupação, porque uma parte do muro caiu” no logradouro e encostou ao edifício.

Na quinta-feira, cerca das 20:15, as autoridades foram alertadas para a ameaça de derrocada de um muro nas traseiras de três prédios no Cacém, obrigando à evacuação dos n.º 12, 10 e parte do n.º 8 da Rua de São Tomé e Príncipe.

Das 22 famílias afetadas, oito foram realojadas com o apoio da Proteção Civil de Sintra e da Segurança Social. A Câmara Municipal admitiu inicialmente a necessidade de realojar 20 pessoas, mas apenas acabaram por ser encaminhadas 14 para o Centro de Emergência da Idanha, em Belas.

O presidente da Camara de Sintra, Basílio Horta, disse à agência Lusa, na quinta-feira à noite, que a obra “vai ser muito complicada, porque é um muro com 12 metros que está em risco de cair”, o que veio a acontecer parcialmente.

Maria do Céu, de 53 anos, residente no 3.º andar do prédio n.º 12, disse à Lusa que ouviu “um estrondo muito grande e o prédio deu todo de si”.

Vários moradores referiram no local que a instabilidade do muro já era conhecida “desde 2011” e que alertaram a Câmara para a situação.

A diretora da Proteção Civil Municipal, Ana Queiroz do Vale, admitiu que os problemas do muro já eram conhecidos pela autarquia desde pelo menos 2012, mas “o terreno é propriedade privada”.

No local estão elementos da PSP, da Proteção Civil Municipal e dos Bombeiros Voluntários de Agualva-Cacém.