Um naufrágio no Oceano Índico, em águas com tubarões, entre a tarde de sábado e quarta-feira. Foi este o filme que viveram nove elementos da equipa Vestas Wind, que participava na Volvo Ocean Race, após colisão com um recife a 35 quilómetros por hora, conta o Telegraph.

Estava tudo sereno, silencioso, até que um embate lhes trocou as voltas. Gritos, movimentos bruscos e muita água a salpicar, é o que se pode ver no vídeo em baixo. Foram momentos de tensão, que acabaram bem, ao largo das ilhas Maurícias.

“Estou desiludido, claro. Por outro lado, temos de perceber a sorte que temos em estar aqui inteiros, e bem de saúde”, desabafou Chris Nicholson, de 45 anos, o skipper da embarcação de 20 metros. O Volvo Ocean Race é uma prova que dura 11 meses, dividida por nove mãos. O arranque foi em Alicante, em Espanha, enquanto Gotemburgo, na Suécia, é o destino final. Pelo meio há passagens por locais como Cidade do Cabo, Abu Dhabi, Auckland e Lisboa. Ao todo são 11 portos, num total de 38,739 milhas náuticas.

“Os últimos quatro dias foram muito desafiantes para todos nós, e eu estou extremamente orgulhoso pelo profissionalismo de toda a equipa, pela compostura e resistência. (…) Está claro que o erro humano é o responsável pelo naufrágio, não há como negar. E como skipper eu assumo toda a responsabilidade”, disse Nicholson.

Os nove homens permaneceram no local do naufrágio até à manhã de quinta-feira, altura em que Nicholson os conduziu para uma zona seca do recife. Até que quarta-feira apareceu um pequeno barco da guarda costeira local e levou os guerreiros, com barba por fazer e esgotados, para uma ilha nas proximidades, Île du Sud, que é conhecida pela visita de turistas para observar tubarões brancos. “Foi a noite mais difícil da minha vida”, afirmou o skipper ao Telegraph.

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