O Comité Olímpico Internacional (COI) decidiu nesta segunda-feira eliminar o número limite de 28 desportos nos Jogos Olímpicos de verão, optando por criar um programa baseado no número de provas e fixando um máximo de 10.500 atletas. “O número de provas e de atletas serão os únicos critérios”, disse o italiano Franco Carraro, um dos defensores da proposta aprovada em sessão plenária do COI, citado pela agência EFE.

De acordo com Carraro, os limites aproximados serão de 310 provas nos Jogos Olímpicos de verão, nos quais poderão participar 10.500 atletas, e de 100 eventos nos jogos de inverno, que deverão ser disputados por 2.900 atletas.

As alterações devem entrar em vigor nos Jogos de 2024, cuja organização ainda não está atribuída, mas podem afetar os Jogos Tóquio2020, depois de o comité organizados se ter mostrado disposto a integrar no programa o basebol e o softbol. Carraro admitiu que o COI “está em estreito contacto com as federações” tendo em vista os novos limites — lembrando que nos Jogos Londres2012 foram disputadas 302 provas — e considerou que o assunto “requer alguns estudos”.

Na sessão plenária, que decorre no Mónaco, foi também aprovada a possibilidade de apresentação de candidaturas conjuntas – de cidades ou países – medida que será aplicada à organização dos Jogos de 2024. “Para assegurar um sucesso contínuo é importante que sejamos flexíveis e que os interessados na organização possam apresentar modelos diferentes”, afirmou Joan Coates, vice-presidente da comissão executiva do COI.

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O COI aprovou também o reforço das relações com as ligas profissionais, de forma a garantir que os melhores desportistas de todas as modalidades possam marcar presença nos Jogos Olímpicos. No início da sessão, que reúne 98 dos 104 membros do COI, o presidente do organismo, Thomas Bach, alertou para a necessidade de mudanças no movimento olímpico. “Se não enfrentarmos esses desafios e não nos adaptarmos, vamos ser atingidos por eles”, afirmou Bach, justificando a decisão de permitir o alargamento geográfico dos Jogos com “motivos económicos e de sustentabilidade”.

A criação de um canal de televisão olímpico de dimensão planetária, que funcione permanentemente, e o reforço de medidas de controlo económico e ético, são outras das ideias a analisar no plenário, que termina na terça-feira.