O governo de Tóquio aprovou um mega pacote de estímulos fiscais ao consumo para fazer crescer a economia. O plano de 29 mil milhões de dólares (23,8 mil milhões de euros) inclui medidas como vouchers (vales) de compras, subsídios ao aquecimento para famílias de baixos rendimentos e juros mais baixos para pequenos negócios.
O plano ambiciona ter um impacto positivo de 0,7 pontos percentuais no Produto Interno Bruto (PIB) do país, de acordo com as estimativas do executivo. O programa de estímulos ao consumo será financiado com as receitas fiscais e outros fundos públicos não utilizados, não implicando o recurso a mais dívida por parte do país mais endividado do mundo, assegurou o ministro da Economia, Akira Amari, citado pela agência Bloomberg.
A economia japonesa entrou em recessão este ano com uma queda de 1,9% do PIB no terceiro trimestre, depois de ter sofrido uma contração de 6,7% nos três meses anteriores. Foi uma consequência do aumento do imposto sobre as vendas (tipo IVA), que subiu pela primeira vez desde 1997. Tóquio teve de adiar novas subidas do imposto para travar a queda acentuada do consumo que se acentuou em novembro.
Estimular o consumo privado e fortalecer as economias regionais para que o país possa regressar a um ciclo virtuoso de crescimento é a principal meta do plano que terá ainda de passar no Parlamento onde a coligação que está no poder tem a maioria. A política de estímulo económico passa ainda por investimento público na reconstrução de infraestruturas destruídas por desastres naturais e por uma atuação musculada do banco central para evitar, a qualquer custo, o regresso do pesadelo da deflação à economia japonesa.