É disto que, nestas alturas, mais se costuma falar — “continua a lutar”. Assim está Jules Bianchi, piloto gaulês que, a 5 de outubro, perdeu o controlo do seu monolugar e embateu contra a barreira de proteção do circuito de Suzuka, no Grande Prémio do Japão. O francês, de 25 anos, sofreu uma lesão axonal difusa, um tipo de traumatismo craniano grave. Mas, na terça-feira, a família de Biachi revelou que o piloto já começou uma “terapia de reabilitação”.

Desde 19 de novembro que a família do piloto da Marussia, escuderia de Fórmula 1 à qual ainda pertence, nada revelara acerca do estado clínico de Bianchi. Na altura, aliás, foi divulgado que o gaulês já não estava em coma e acabara de ser transportado desde Yokkaichi, no Japão, onde estava a ser tratado desde que sofrera o acidente, para Nice, em França.

Agora, e de acordo com um comunicado publicado esta quarta-feira por Phillipe e Christine, pais de Biachi, o “estado neurológico” do piloto “permanece inalterado” — Jules “está inconsciente, mas capaz de respirar” sem auxílio, noticiou a BBC, citando o documento. O francês continua internado nos cuidados intensivos do Centro Hospitalar Universitário de Nice, em estado “crítico”.

Uma lesão axonal difusa acontece “quando há um impacto com força cinética muito forte”, podendo causar “a rotura de muitas fibras e células nervosas”, explicou ao Observador, em outubro, Gonçalves Ferreira, neurocirurgião do Hospital Santa Maria, em Lisboa. Jules Bianchi, recorde-se, embateu contra a grua que retirava o monolugar de Adrian Sutil de pista, à 43.ª volta do Grande Prémio do Japão.

A família de Bianchi reconheceu que “não há muita informação relevante para reportar”, antes de ressalvar, contudo, o “grande conforto” que retira “do facto de Jules continuar a lutar”.