A atividade gripal foi moderada na semana passada, mantendo-se a mortalidade acima do esperado, apesar da tendência para decréscimo, com o excesso de óbitos a poder estar ligado ao frio, à gripe e a infeções respiratórias, foi divulgado esta quinta-feira. A descrição, referente à semana de 2 a 8 de fevereiro, consta no Boletim de Vigilância Epidemiológica da Gripe, publicado à quinta-feira pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge.

Segundo o relatório, a síndrome gripal voltou a baixar na primeira semana de fevereiro, com a taxa de incidência a cair de 82,1 casos por cada cem mil habitantes, da semana precedente, para 79,0 casos, embora continuando “acima da zona de atividade basal”.

Os vírus A (H3) e B foram detetados em metade dos casos de gripe na semana passada, com o vírus do subtipo A (H3) a aumentar comparativamente a semanas anteriores. O boletim assinala que a maioria dos vírus do subtipo A (H3) “pertence ao grupo genético que inclui estirpes diferentes” da estirpe de vírus contemplada na vacina antigripal 2014/2015.

De acordo com o documento, foram admitidos, na primeira semana de fevereiro, seis novos doentes em unidades de cuidados intensivos hospitalares da rede de vigilância epidemiológica, sendo que cinco tinham uma patologia crónica associada. O relatório adianta que dos 58 doentes com gripe admitidos nas unidades de cuidados intensivos da rede, desde o início da época de vigilância, dez morreram, a maioria tinha o vírus B.

A mortalidade “por todas as causas” continua “acima do esperado”, tal como “observado em épocas anteriores”, apesar de manter-se a “tendência para decréscimo”. Segundo os dados da Vigilância de Mortalidade, disponíveis perto das 20h no portal da Direção-Geral da Saúde, registaram-se 3.107 óbitos na semana de 18 a 24 de janeiro, 2.986 entre 25 e 31 de janeiro, 2.859 de 1 a 7 de fevereiro e 2.058 na semana que começou a 08 de fevereiro e termina no sábado.

O Boletim de Vigilância Epidemiológica da Gripe, relativo à semana passada, volta a mencionar que o excesso de mortes foi observado apenas entre idosos, com 75 ou mais anos, e nas regiões do Norte, Centro e Vale do Tejo, “podendo estar associado ao frio extremo, ao aumento da incidência das infeções respiratórias agudas e à atividade gripal”. O Sistema Nacional de Vigilância da Gripe foi ativado em outubro de 2014 e funciona até maio de 2015.