O anúncio em inglês foi feito pelo site Radio.no, logo a seguir à notícia em norueguês. Citando a ministra da cultura, que marcou o dia 11 de janeiro de 2017 como o princípio do fim da Frequência Modulada, a página refere também o entusiasmo do diretor da Rádio Nacional da Noruega: “Esta decisão permite-nos concentrar os recursos no que é essencial, nomeadamente criar rádio diversificada e de alta qualidade para os ouvintes noruegueses.” O fim das transmissões em FM vai começar pelo norte e alastrar progressivamente ao resto do país.

Mas esta decisão não significa o fim da rádio. Antes pelo contrário. A rádio digital, conhecida pela sigla em inglês DAB (Digital Audio Broadcasting), permite mais quantidade e melhor qualidade da experiência radiofónica – já hoje a oferta norueguesa em DAB é bastante superior à do FM, com 22 canais contra 5 – para além da facilidade e qualidade superior proporcionadas pelo digital.

A Noruega pode dar-se ao luxo de iniciar esta transição porque 56% dos ouvintes diários de rádio já o fazem em digital – e 20% dos carros já estão equipados com rádio DAB. Esse não é o cenário na maioria dos países do mundo, embora existam planos em curso em diversos países europeus e asiáticos. O Gizmodo recorda que um estudo de 2013 coloca os Estados Unidos muito atrás nesta estatística, pois mais de 90% dos americanos ainda ouvem rádio AM/FM.

A Frequência Modulada foi patenteada em 1933 e registou para a posteridade todos os acontecimentos relevantes da humanidade. Caso a tendência se generalize como é esperado, pode não chegar a fazer cem anos. E, convém referir, os rádios analógicos que temos em casa podem ser preparados para o digital – ou então podem ser doados para reciclagem.

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