O primeiro-ministro defende que a experiência das empresas portuguesas em matéria de construção e financiamento de infraestruturas pode ser uma mais-valia para o mercado mexicano que está agora a desenvolver o seu plano de investimentos nesta área. “Temos muita experiência na área das infraestruturas, aprendemos com os erros que cometemos ao nível do financiamento temos empresas que podem levar esse conhecimento e experiência a outras economias”, disse Passos Coelho numa referência aos muitos projetos desenvolvidos por Portugal em regime de parceria público privada (PPP), com elevados encargos para o Estado.

Passos Coelho falava esta sexta-feira perante uma plateia de empresários no 10º aniversário da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Mexicana, tendo ainda manifestado a importância das empresas portuguesas apanharem as primeiras oportunidades num mercado que está a crescer.

A intervenção do primeiro-ministro, seguiu-se a uma declaração de um representante da Mota-Engil, uma das empresas nacionais que está presente no mercado mexicano. Passos Coelho apelou ainda aos investidores mexicanos e de outros países da América Latina. Passos Coelho voltou a repetir a tese de que “precisamos de investimento externo como de pão para a boca”. Convidado a visitar o México, o primeiro-ministro disse que teria muito gosto em aceitar e que seria aliás um bom sinal (o de que teria ganho as eleições legislativas).

Uma das iniciativas de apoio às empresas portuguesas no mercado mexicano, é o Portugal Connect, um programa desenvolvido pela Câmara de Comércio e Indústria Luso-Mexicana, com financiamento comunitário e acompanhamento da Aicep. As tecnologias de informação e comunicações, são setores de aposta, esperando-se que algumas empresas nacionais fechem negócios na próxima missão comercial ao país, que tem como principal objetivo a Virtual Educa 2015, a maior feira de educação da América Latina.

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A JP – Inspiring Knowledge (antiga J.P Sá Couto, que produz o computador “Magalhães”), venceu recentemente um concurso público para fornecer 960 mil tablets à secretaria da Educação Pública do México, um contrato obtido no quadro de uma parceria com a empresa mexicana IUSA.