Três membros da missão de manutenção da paz da ONU na República Democrática do Congo foram raptados na quinta-feira, na província de Kivu Norte, no leste do país, revelou hoje fonte da organização internacional.

“Três membros da MONUSCO [força de manutenção da paz da ONU composta por 20.000 efetivos] (…) foram raptados em Kibumba”, a cerca de 30 quilómetros a norte da capital da província de Kivu Norte, Goma, informou a mesma fonte à agência AFP.

Dois dos membros raptados, de nacionalidade congolesa, fazem parte de uma equipa de desminagem, enquanto o terceiro integrava a equipa internacional da ONU, segundo o mesmo responsável.

Fonte do exército congolês indicou que um veículo das Nações Unidas foi recuperado perto do presumível local do rapto.

O incidente ocorre numa altura em que o chefe da MONUSCO, Herve Ladsous, se encontra na República Democrática do Congo para tentar limar diferenças.

Kinshasa e as Nações Unidas têm divergido na forma de lidar com os grupos rebeldes no leste do país e na questão da segurança interna, quando se aproximam eleições definidas como um teste sobre o estado da democracia na República Democrática do Congo.

No final de março, e apesar dos apelos de Kinshasa para a retirada de um maior número de efetivos da missão da ONU no país (MONUSCO), os 15 membros do Conselho de Segurança (CS) aprovaram por unanimidade uma resolução que prevê uma pequena redução do número de tropas envolvidas.

A votação surgiu após o chefe da diplomacia da República Democrática do Congo, Raymond Tshibanda, ter considerado perante o Conselho de Segurança que chegara o momento de Kinshasa assumir “total responsabilidade pela sua segurança” após 16 anos de presença de forças da ONU no país.

O Presidente Joseph Kabila, que se recandidata às eleições de novembro de 2016, pretendia um corte imediato de 6.000 efetivos e um compromisso claro sobre o fim das operações de paz da ONU num futuro próximo.