Os discursos na Assembleia da República durante a manhã deste sábado foram recheados de avisos, compromissos e até ameaças. Mas sempre acompanhados por citações. Algumas mais filosóficas, outras mais pragmáticas, umas para justificar a esquerda, outras para justificar a direita. As citações, tal como os discursos, foram para todos os gostos. Saiba quem disse o quê neste 25 de abril.

  • Os Verdes apostaram nos poetas nacionais e que marcaram o 25 de abril:

Excerto do poema Revolução, da autoria de Sophia de Mello Breyner

“Como casa limpa, chão varrido, como porta abertas”

Excerto do poema Futuro, da autoria de Ary dos Santos

“O que é preciso é termos confiança
se fizermos de maio a nossa lança
isto vai meus amigos isto vai”

  • O Bloco de Esquerda procurou uma abordagem contemporânea e de intervenção:

Letra da música “Grândola Vila Morena”, Zeca Afonso

“O povo é quem mais ordena”

Letra da música “Os Heróis”, Capicua

“Temos tudo o que é estudo…
Emprego zero,

O salário não sobe,
É precário mas ouve,
Não há nada menos podre e não sais de casa dos pais,
Não vais longe,
Um dia melhorará mas não é hoje”

  • O Partido Socialista dividiu as suas citações entre um ativista dos direitos cívicos e um dos maiores vultos portugueses da literatura nacional do séc. XX:

Martin Luther King

“É sempre tempo de não deixar o silêncio dos bons ser abafado pela gritaria estridente dos maus”

Miguel Torga

“É impossível que o tempo atual seja o amanhecer doutra Era”

  • Para marcar a atualidade e os temas que afligem a Europa, o PSD citou o autarca de Lapedusa:

Giusi Nicolini

“Quão grande deve ser o cemitério da minha ilha”

  • A presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, foi quem citou mais autores na sua intervenção:

Protágoras, filósofo grego

“A virtude da política pode ser ensinada e todos devem aprender”

Kant

“O problema da instituição de uma Constituição perfeita depende de uma relação externa legal entre os Estados e não pode resolver-se sem esta última”