Palavras quentes, cortesia e sentido de humor. E tudo em nome da política. De acordo com um estudo da Universidade de Austin, que analisou 124 milhões de palavras presentes em discursos proferidos no Congresso dos Estados Unidos da América, os políticos que optarem por discursos afáveis têm mais probabilidades de vencer nas urnas, conta o El País.

Na mira dos investigadores estiveram palavras como “afeto”, “cortesia”, “direitos”, “igualdade”, “humano”, “ouvir”, “partilhar” ou “solidário”. No total, foram 127 as palavras mais afáveis que os investigadores procuraram nos discursos dos congressistas. E compararam a proporção destas palavras com a valorização dos políticos que as utilizavam. Conclusão: a coincidência foi “incrível”, escreveram num artigo publicado no “Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America”.

O objetivo dos investigadores era o de perceber quais as razões que levam a popularidade das câmaras dos EUA a cair de 84% em 2003 para 10% em 2015. Depois de eliminarem outros tipos de variáveis, como a crise económica ou as consequências do 11 de setembro, os investigadores concluíram que o que influenciava a queda na popularidade era o facto de o discurso se ter tornado menos humano.

No final, os investigadores puderam concluir que as palavras que mais contagiavam o público eram: “amável”, “envolvimento”, “educar”, “contribuir”, “preocupar-se”, “dar”, “tolerar”, “confiança” e “cooperar”.

“Sugerimos que a recente desaprovação pública é, em parte, resultado do desaparecimento da linguagem mais quente e pró-social dos discursos do discurso Congresso”, diz o estudo.

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