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Duas horas. Muito boa noite. Foram divulgados os rankings das escolas portuguesas relativos a 2025. Mantém-se a tendência, as escolas privadas dominam as primeiras posições. Acontece tanto no ensino básico como no ensino secundário. No ensino secundário, o Grande Colégio Universal, no Porto, lidera pelo segundo ano consecutivo. Das 50 escolas com melhores médias nos exames nacionais, apenas três são escolas públicas. Já no ranking da equidade, que avalia o sucesso escolar dos alunos mais carenciados, o número de escolas com resultados abaixo do esperado voltou a aumentar de 139 para 148. No nono ano, mais de metade das escolas melhoraram a média dos exames. Ainda assim, foram menos do que no ano anterior. No sexto ano, cerca de metade das escolas registaram médias negativas nas provas de monitorização da aprendizagem em matemática. Foi a disciplina com melhores resultados à frente de História, Geografia e Português no quarto ano. O cenário é diferente, a média nacional foi positiva, com 54,3%. Os alunos conseguiram melhores resultados em Inglês do que em Português e Matemática. Pode olhar com mais detalhe para os rankings completos no site do Observador, com os resultados por escola, conselho ou disciplina. Mudamos de tema. Os polícias prometem voltar aos protestos caso o governo não apresente propostas de valorização salarial. Mais de mil agentes das forças de segurança manifestaram-se esta quinta-feira em Lisboa e exigem melhores condições de trabalho. Os polícias dirigiram-se ao final da tarde até à residência oficial do primeiro-ministro e foi aí que César Nogueira, presidente da Associação de Profissionais da Guarda, garantiu que as forças de segurança tencionam voltar aos protestos se o governo nada mudar.

Se as questões não ficarem resolvidas, nestes próximos tempos ou para a semana, que foi pelo menos isso que nos indicaram, que nos primeiros dias de novembro, que é já para a semana, não houver essa tal reunião, a apresentação de uma proposta concreta para podermos negociar, logicamente que iremos continuar com protestos. Podemos ser com ações de rua como outras, que é as que podemos avaliar. Não vamos baixar os braços à espera que, só porque marcamos esta última manifestação maior, que a partir daqui não vamos fazer mais nada. Logicamente que iremos continuar, caso as coisas não mudem.

Garantia do presidente da Associação de Profissionais da Guarda, que apela ao Executivo que apresente uma proposta de negociação já nos próximos dias. Sobre a atuação policial nas recentes manifestações, o presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia, Paulo Santos, saiu em defesa dos agentes.

As populações têm que entender que, normalmente, quando se faz apreciações a quente, ficam sempre um pouco inquinadas. Mas a verdade é que a PSP, os operacionais da PSP, têm dado provas daquilo que é o seu profissionalismo e todos sabemos da complexidade e da exigência da missão. Mas não nos esqueçamos de uma coisa: os profissionais no terreno cumprem as ordens que são emanadas superiormente. Agora, se as ordens são dadas politicamente ou operacionalmente, isso caberá dizer ao senhor diretor nacional da Polícia de Segurança Pública.

Questão deixada por Paulo Santos, presidente da Associação Sindical da Polícia, no final da manifestação desta quinta-feira. Continuamos nos protestos, os manifestantes pela habitação no Porto querem reunir com o presidente da Câmara, Pedro Duarte, no dia 9 de novembro e sugerem que o encontro aconteça no Teatro Rivoli. Os manifestantes aprovaram também uma concentração junto ao Paços do Conselho, no mesmo dia. Nesse dia, está também marcada uma reunião extraordinária da Assembleia Municipal do Porto para debater questões relacionadas com a habitação acessível na cidade. Estas propostas foram votadas esta noite numa assembleia popular que juntou cerca de 300 pessoas na Praça Dom João I. Na capital, também aconteceu esta noite mais uma assembleia popular no Rossio. Hoje, num registo diferente, foram apresentadas várias propostas sobre a forma como o movimento se deve organizar e tomar decisões, propostas essas que serão votadas hoje, esta sexta-feira. O principal destaque vai para uma nova manifestação marcada para sábado, às 16h, com partida do Largo de Camões em direção ao Rossio. À semelhança do que aconteceu no fim de semana passado, os manifestantes preveem voltar a montar tendas na praça, mas a decisão final fica para a assembleia popular desta sexta-feira. A PSP já tem conhecimento destes novos avisos para as acampadas. A polícia garante que está a fazer todo o planeamento para manter a ordem pública. À Rádio Observador, o porta-voz da PSP, Sérgio Soares, reitera que a polícia tentou, em todas as ocasiões, dar primazia ao diálogo e explica que já está a ser preparado o acompanhamento destes novos protestos.

Estamos a fazer a nossa avaliação, recolhendo informações, recolhendo notícias, para depois podermos fazer o melhor planeamento para acompanhar com segurança, garantindo a ordem pública. Nós, da nossa parte, esperamos que, e como temos feito, temos, numa primeira fase, a nossa primazia tem sido pela via do diálogo. Nós esgotamos nas várias manifestações a via do diálogo. Aliás, encetamos esforços para levar até ao limite a via do diálogo, da mediação, da sensibilização, para demonstrar aos promotores e aos manifestantes que estavam a manifestar, tanto na Praça Dom João I, no Porto, como na Praça Dom Pedro IV, em Lisboa, que têm todo o direito à manifestação. Todavia, há limites impostos pela lei.

Sérgio Soares, o porta-voz da PSP, em entrevista à Rádio Observador. Na política, o primeiro-ministro assegura que o governo está disponível para o diálogo, mas avisa que a linha tem que ser a do Executivo. Luís Montenegro foi recebido esta tarde de quinta-feira em Viseu com alguns protestos. Ainda assim, diz que o Executivo não sente pressão e quis passar novamente a mensagem de que o governo está a trabalhar para resolver a crise na habitação.

Não é uma questão de sentir pressão, é uma questão de compreender, de ouvir, mas também de dizer às pessoas que nós estamos a resolver o problema, é que estamos mesmo. E eu acredito, com o tempo, que é necessário. Repare bem, se nós durante 10 anos, praticamente, não construímos casas

Alguém, a falar verdade e com seriedade, consegue dizer que as casas estão prontas amanhã? Sinceramente. Nós já entregámos, naquilo que depende de nós, em que somos nós os promotores, 32 mil casas.

As palavras de Luís Montenegro, em Viseu, sobre quando será possível baixar o preço das casas. O primeiro-ministro diz que é preciso tempo. O governo diz que a execução total do PRR é uma conquista de Portugal e sublinha que ainda falta algum trabalho cirúrgico. É o que afirma o ministro da Economia, Manuel Castro Almeida, durante a audição parlamentar desta quinta-feira. Manuel Castro Almeida adianta que o Executivo vai propor um adiantamento dos contratos do PRR assinados e que ainda não foram cumpridos e salienta que a execução a 100% do programa é uma conquista para o país.

Eu gostava que este facto dos 100% de execução do PRR fossem encarados como uma conquista de Portugal. Nós agora temos um trabalho delicado, cirúrgico, que é avaliar os contratos que foram assinados e que não estão cumpridos. Nós vamos propor aos seus signatários, aos contratantes, um aditamento ao contrato, na condição de as partes se comprometerem a executar a obra, já não no prazo inicialmente previsto, mas até 31 de dezembro de 2027.

Declarações do Ministro da Economia e Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, na audição parlamentar desta quinta-feira. Em Espanha, a colisão dos dois comboios de alta velocidade em Toledo aconteceu a uma velocidade estimada entre os 160 e os 200 km/h. Estes novos dados são conhecidos esta noite, constam do primeiro relatório técnico sobre o acidente, que é citado pelo jornal espanhol "El País". No entanto, só é possível perceber a velocidade exata a que circulavam os comboios depois de analisada a caixa negra do comboio que estava em movimento. As autoridades espanholas sublinham que a investigação ainda está numa fase muito inicial e que as causas do acidente continuam em aberto. Entretanto, o Instituto de Medicina Legal de Toledo já recebeu os corpos dos 69 mortos. No futebol, o Benfica venceu esta noite o Gil Vicente e vai marcar presença na final four da Taça da Liga. Os encarnados venceram os gilistas por quatro bolas a uma. Destaque para Lukebakio, Bisou, Sudakov e John Duran, apontaram os outros dois gols para o Benfica. O Gil Vicente ainda reduziu por intermédio de Lawson. No final do jogo, as conferências de imprensa ficaram marcadas por outro tema. Luís Pinto, treinador do Gil Vicente, criticou a despenalização de John Duran, que depois de um recurso apresentado pelo Benfica, viu anulada a expulsão frente ao Santa Clara, o que fez com que pudesse jogar este jogo. Luís Pinto diz que conseguiram ter a final four que queriam. Vamos então ouvir as palavras do técnico Luís Pinto.

Quero ver se agora pra semana tenho o Aisp disponível pra jogar contra o Vitória na segunda-feira.

Acredita que isso vai acontecer?

Claro que não acredito nada, não vale a pena, mas temos o futebol que queremos ter. Nós temos o futebol que queremos ter. Temos a final four que querem ter, com três equipas grandes e com um outsider. Os parabéns ao Famalicão por ter passado. E o Benfica faz uma exibição muito boa, uma exibição que não deixa dúvidas daquilo que é quem é que devia ter sido o vencedor. Nós batemos muito bem, mas temos aquilo que o futebol português quer ter.

Palavras de Luís Pinto, aqui a deixar duras críticas a essa decisão. João Marco Silva frisou que o jogador do Benfica foi expulso injustamente e, por isso, concorda com a decisão.

Ganhámos com números expressivos, uma vitória justa. O objetivo era claramente estar na final four, uma competição importante pra nós e lá estaremos. Em relação ao que disse, às declarações do Luís, eu não vou comentar o que ele disse. Ele falou do estado do futebol português. Todo este barulho foi criado porque o João não devia ter sido expulso. Tão simples como isso. Vocês mostraram, eu falei convosco no final do jogo, se o jogador não deveria ter sido expulso, o Benfica não pode ficar calado.

Declarações de Marco Silva, aqui captadas pelos microfones da Sport TV, depois de carimbar a presença na final four da Taça da Liga. Nota também para o Famalicão, venceu o Sporting de Braga nas grandes penalidades. Junta-se assim aos três grandes também nesta fase final da Taça da Liga. Terminamos este jornal das 14h. A informação regressa em formato de síntese às 14h30. Até lá.