O artista plástico Manuel Cargaleiro, de 88 anos, recebeu, em Lisboa, o Prémio Obra de Vida do projeto SOS Azulejo, dedicado à salvaguarda e valorização do património azulejar português e coordenado pelo Museu da Polícia Judiciária.

A cerimónia de entrega dos prémios anuais do SOS Azulejo decorreu no Palácio dos Marqueses de Fronteira, em S. Domingos de Benfica, tendo sido distinguidas cerca de 15 personalidades e entidades em diferentes categorias.

O Prémio Obra de Vida foi entregue a Manuel Cargaleiro pelo pintor Júlio Pomar que o recebeu no ano passado.

No âmbito das distinções, o Prémio Excecional Contributo para o Património Azulejar foi entregue à Galeria Ratton por esta ter projetado um filme sobre a galeria lisboeta, na rua Academia das Ciências, ao Príncipe Real.

O Prémio na categoria Dissertação de Mestrado em História de Arte distinguiu a tese “Postais azulejados – Decoração azulejar figurativa das estações ferroviárias portuguesas, de Tiago Filipe Borges Lourenço, e na categoria tese de Mestrado em Engenharia Civil foi para Manuel Anselmo Figueiredo Gomes Vieira, pela tese “Patologia em fachadas azulejadas em Aveiro”.

O Prémio de Intervenção de Conservação e Restauro distinguiu Susana de Vilas-Boas Miranda Lainho, pelo trabalho “Azulejos da igreja da Misericórdia de Viana do Castelo”. Uma igreja em estilo barroco construída nos inícios do século XVIII.

A menção honrosa nesta categoria distinguiu ex-aequo Ernesto Manuel Santos Oliveira pelo trabalho de recuperação do painel de azulejos “Vida em Família”, de Júlio Resende, datado de 1964, e que se encontra no bairro da Pasteleira, no Porto, e à empresa de capitais públicos Parques de Sintra-Monte da Lua, pelo projeto de valorização e recuperação do património azulejar nos palácios nacionais da Pena e da Vila, em Sintra, e no de Queluz, nos arredores de Lisboa, que segundo a empresa representou um investimento de cerca de 65.500 euros.

Na categoria Ação Pedagógica, o prémio foi para o Museu Municipal de Palmela, pelo projeto “Maleta pedagógica sobre o património azulejar do concelho de Palmela”.

A menção honrosa na categoria Alerta foi para Daniela Simões, Ana Glória e Catarina Almeida, pelo trabalho científico realizado, nomeadamente os artigos apresentados em congressos nacionais sobre o estado em que se encontra a casa dos Condes de Lousã ou a Quinta Grande, na Damaia, nos arredores de Lisboa.

O ateliê – Camarim Arquitetos recebeu a Menção Honrosa na categoria Arquitetura, pelo projeto de uma casa no bairro lisboeta do Príncipe Real.

O projeto “Make Your Own Tile” valeu a Margarida Melo Fernandes e Mafalda da Luz Fernandes a Menção Honrosa na categoria Divulgação.

Na categoria Além-fronteiras, a Menção Honrosa foi para Anna Guise-Püschel por “Lost Heritage of Lisbon”.

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