Ensino Superior

Crise leva universidades a congelarem propinas

Universidades e institutos politécnicos vão, de um modo geral, manter inalterados os valores das propinas anuais. Quem já cobra a propina máxima irá reduzi-la devido à inflação negativa do ano passado

12 das 19 universidades ou institutos politécnicos que já definiram o valor das propinas do próximo ano letivo optaram por não subir esse valor. O congelamento das propinas é a tendência predominante, com as instituições de ensino superior a procurarem não perder alunos e, ao mesmo tempo, não sobrecarregar os orçamentos familiares. Há, até, universidades que vão reduzir ligeiramente o valor nominal da propina, por via da taxa de inflação negativa (de 0,3%) que foi registada em Portugal em 2014.

O jornal Público escreve esta sexta-feira que, pela primeira vez desde 2010, o valor das propinas vai descer em algumas universidades por via da inflação negativa. Falamos dos casos da Universidade de Lisboa, a Nova de Lisboa, a Universidade de Coimbra e a Universidade de Aveiro. Devido à taxa de inflação negativa, a propina anual para as licenciaturas vai, nestas instituições, descer de 1.067,85 euros para 1.063,47 euros.

Na maioria dos outros casos, as propinas vão ficar na mesma, incluindo em instituições onde, ao contrário das quatro referidas, não se cobra a taxa máxima. A vice-reitora da Universidade de Évora, onde as propinas vão continuar 30 euros abaixo do máximo legal, diz que esta é uma decisão que se prende com a “preocupação social da universidade, que pretende que os alunos possam ter acesso ao ensino superior”.

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