Este Croácia-Itália de 12 de junho teve lugar na cidade croata de Split, mas para contarmos esta história na sua plenitude é precisamente relembrar a outra ocasião em que estas duas equipas se encontraram: 16 de novembro de 2014, no estádio de San Siro, em Milão.
Dessa vez, o jogador italiano Antonio Candreva inaugurou o marcador com um golo aos 11 minutos. Três minutos depois, o croata Ivan Perisic meteu a bola no fundo das redes italianas. Tal como a vantagem italiana, a ordem nas bancadas do San Siro durou pouco tempo até desaparecer.
Logo após a Croácia marcar, os adeptos deste país mandaram tochas pirotécnicas para dentro de campo, enchendo-o de fumo. A partir daí o mau comportamento dos croatas em estádio continuou, resvalando sem demora para cânticos e insultos racistas. Ao minuto 70, depois de uma intervenção policial nas bancadas e com a hostilidade em estádio a subir cada vez mais, o árbitro Bjorn Kuipers interrompeu o jogo e ordenou aos jogadores que saíssem de campo. Só voltaram 11 minutos mais tarde. O resultado, já agora, ficou na mesma: 1-1.
Croatia groundsmen fail to hide giant swastika during game against Italy http://t.co/50D4qdLm69 pic.twitter.com/mAUHOwJpcc
— Mail Sport (@MailSport) June 13, 2015
Agora, sim, 12 de junho. Precisamente pela maneira como decorreu o jogo anterior, o estádio de Split não foi aberto ao público. Por isso, ao contrário daquilo que aconteceu em Milão, as atenções centraram-se todas no relvado. Literalmente no relvado. Isto porque este ostentava uma suástica. O relvado, verde e em bom estado, apresentava-se mais escuro e acastanhado naquela parte, desenhando assim a forma do conhecido símbolo nazi.
Ao intervalo, membros da Federação Italiana de Futebol alertaram os representantes da UEFA presentes no estádio para a suástica que parecia ter sido ali deixada propositadamente. E entretanto já fizeram uma queixa formal ao organismo máximo do futebol europeu.
Logo após o jogo, o presidente da Federação Croata de Futebol e antigo jogador Davor Suker, queixou-se dos próprios adeptos: “Nós temos este problema, que é os adeptos não respeitarem as regras. Vamos falar amanhã sobre isso. Se estou chateado? Sim!”.
No dia seguinte, nem foi o antigo jogador do Real Madrid e do Arsenal que falou aos jornalistas, mas sim Tomislav Pacak, porta-voz da federação croata. “Esperamos que a polícia identifique os responsáveis. Isto é uma desgraça não só para a Federação Croata de Futebol mas também para toda a Croácia”, disse à imprensa. “Pedimos desculpa a todas as pessoas que estavam a ver o jogo na televisão, a ambas as equipas e aos nossos convidados de Itália pelo símbolo nazi.” Segundo explicou aos jornalistas presentes, “o símbolo foi feito no relvado entre 24 a 48 horas antes do jogo, de maneira a que assim fosse visível durante o jogo”.
O resultado, já agora, também foi 1-1. A única diferença para o jogo de Milão foi que, a jogar no seu país, os croatas marcaram primeiro, aos 11 minutos — tal como os italianos fizeram em San Siro. Mais tarde, estes igualaram o resultado com um penalti à Panenka com a autoria de Candreva, o mesmo italiano que marcou em San Siro.
Após este jogo, a Croácia manteve-se no primeiro lugar do grupo H da fase de qualificação para o Euro 2016 com um total de 14 pontos. Logo a seguir vem precisamente a Itália, com 12 pontos. Se mantiverem estas posições, terão acesso direto ao torneio que vai acontecer entre 10 de junho e 10 de julho do próximo ano em França.
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