Música

Vhils criou rosto de Amália em calçada portuguesa em Lisboa

1.768

O artista Alexandre Farto, que assina como Vhils, criou o rosto de Amália Rodrigues em calçada portuguesa, em colaboração com calceteiros da Câmara de Lisboa, uma obra desvendada quinta-feira.

LUSA

O artista Alexandre Farto, que assina como Vhils, criou o rosto de Amália Rodrigues em calçada portuguesa, em colaboração com calceteiros da Câmara de Lisboa, uma obra que será desvendada na quinta-feira e vai ser capa de um disco.

A obra, que teve “dois a três meses de preparação mais quatro semanas de trabalho com os calceteiros” da Câmara de Lisboa e da Escola de Calceteiros de Lisboa, é a primeira de Vhils em calçada portuguesa, contou o próprio à agência Lusa.

Alexandre Farto escolheu trabalhar com este material, “muito importante para a história de Lisboa”, para “valorizar o lado artístico da calçada portuguesa e os calceteiros”. “A ideia era mais fazer uma colaboração com os calceteiros do que ter uma obra minha, misturando duas linguagens e fazendo um paralelismo com a arte pública mais antiga da cidade”, disse.

O desafio para criar o rosto da fadista partiu de Ruben Alves, o realizador de “A Gaiola Dourada”, que quando idealizou a capa do disco que andava a preparar – “Amália, As Vozes do Fado”, uma homenagem com fadistas da nova geração – se lembrou que “o fado é uma música urbana que nasceu nas ruas”, tal como o trabalho de Vhils.

“Ele aceitou logo o desafio e foi mais longe do que a minha proposta, sugerindo que o rosto fosse feito em calçada portuguesa”, contou Ruben Alves à Lusa.

Apesar de ser em calçada portuguesa, o retrato “aparece como uma onda do mar que [começa no chão e] subiu a parede”, explicou Vhils, acrescentando: assim, quando chover, “faz chorar as pedras da calçada”, havendo uma ligação ao fado.

Neste rosto de Amália, o ‘background’ de Vhils, ligado à cultura de rua (ao hip-hop e ao ‘graffiti’), e a Lisboa de hoje e de ontem encontram-se, referiu o artista.

A obra será desvendada na quinta-feira ao final da tarde, em Alfama, na mesma altura em que será apresentado o disco “Amália, As Vozes do Fado”, com direção artística de Ruben Alves.

Com o disco, no qual participam, entre outros, António Zambujo, Carminho, Camané, Gisela João e Ricardo Ribeiro, o realizador quer passar “uma imagem atual do fado, sem desvirtuar as músicas originais”.

“Amália, As Vozes do Fado” conta ainda com a participação da irmã da fadista, Celeste Rodrigues, “que canta um tema que Amália nunca tinha gravado”, do brasileiro Caetano Veloso, da cabo-verdiana Mayra Andrade e do angolano Bonga, que faz um dueto com Ana Moura numa música produzida por Branko (dos Buraka Som Sistema).

Ruben Alves admitiu que este último tema, “Malhão”, poderá ser alvo de algumas críticas, por ter sido produzido por um músico mais ligado à música eletrónica, mas Amália “também foi muito criticada e será super visionária, sempre à frente”.

O realizador garantiu que “Malhão”, tal como os outros temas, não foi desvirtuado, mas “tem uma sonoridade de 2015”.

Deste projeto faz ainda parte um documentário, que está em fase de preparação. “Quando me convidaram para preparar o disco pensei: já que vou fazer isto, vou filmar e mais à frente vou fazer um documentário”, contou.

A ideia de Ruben Alves é mostrar “como é o fado nos dias de hoje”, falar “sobre o fado numa maneira urbana”.

O disco, editado pela Universal, estará disponível a 17 de julho e o documentário, a ser exibido pela TVI, deve estar pronto no final do ano.

Todos queremos saber mais. E escolher bem.

A vida é feita de escolhas. E as escolhas devem ser informadas.

Há uns meses o Observador fez uma escolha: uma parte dos artigos que publicamos deixariam de ser de acesso totalmente livre. Esses artigos Premium, por regra aqueles onde fazemos um maior investimento editorial e que mais diferenciam o nosso projecto, constituem a base do nosso programa de assinaturas.

Este programa Premium não tolheu o nosso crescimento – arrancámos mesmo 2019 com os melhores resultados de sempre.

Este programa tornou-nos mesmo mais exigentes com o jornalismo que fazemos – um jornalismo que informa e explica, um jornalismo que investiga e incomoda, um jornalismo independente e sem medo. E diferente.

Este programa está a permitir que tenhamos uma nova fonte de receitas e não dependamos apenas da publicidade – porque não há futuro para a imprensa livre se isso não acontecer.

O Observador existe para servir os seus leitores e permitir que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia. Por isso o Observador também é dos seus leitores e necessita deles, tem de contar com eles. Como subscritores do programa de assinaturas Observador Premium.

Se gosta do Observador, esteja com o Observador. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
FC Porto

João Félix (e youth league) /premium

João Marques de Almeida
145

Uma mensagem para todos os portistas. Vamos dar os parabéns ao Benfica, esquecer os árbitros, ganhar ao Sporting na final da Taça e apostar nos nossos jovens jogadores nas próximas épocas. 

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)