A FECTRANS afirmou hoje que o desfecho da subconcessão da Metro do Porto e da STCP é uma “enorme derrota do Governo” e considerou que o executivo não tem legitimidade para lançar novos concursos.

O Ministério da Economia confirmou na sexta-feira à Lusa que o consórcio espanhol TMB/Moventis não entregou a garantia bancária necessária para assumir a operação da rodoviária STCP, o que faz cair a subconcessão por 10 anos daquela empresa e a da Metro do Porto, adiantando que o concurso será relançado “a curto prazo”, preferencialmente ainda este mês.

Num comunicado divulgado hoje, a FECTRANS – Federação de Sindicatos de Transportes e Comunicações (CGTP) afirma que “o anúncio da anulação do concurso de privatização/subconcessão da STCP [Sociedade de Transportes Coletivos do Porto] e do Metro do Porto é uma enorme derrota do Governo, que definiu como objetivo central a destruição do serviço público de transportes”.

A Federação considera que o Governo “não tem qualquer legitimidade para lançar novos concursos” e defende que, “em defesa dos interesses do País, este processo deve morrer aqui”.

O desfecho deste processo é, para a FECTRANS, “uma vitória de todos” os que “acreditaram que era possível travar esta ofensiva contra os interesses do país, dos utentes dos transportes e dos trabalhadores do setor, e é, certamente, um estímulo e confiança para a luta nas outras empresas sujeitas à mesma medida governamental”.

A Federação defende que, na STCP, “sejam admitidos os trabalhadores necessários para o cumprimento integral da oferta de serviços programada” e que a Metro do Porto “passe integralmente para a gestão pública, com uma gestão eficaz e responsável”.