As células estaminais entraram no nosso vocabulário e aparecem nas notícias cada vez com mais frequência. Se houve uma altura em que era preciso definir o conceito de cada vez que era utilizado, agora já há quem assuma que é um assunto bem conhecido. Mas será mesmo? Se ainda tiver dúvidas, nada como dar uma vista de olhos a este livro criado por uma equipa portuguesa.

João Ramalho-Santos, presidente do Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC) da Universidade de Coimbra, escreveu o argumento e André Caetano, ilustrador e designer gráfico , fez os desenhos. O livro destinava-se a alunos de secundário e ensino superior, mas para os adultos que se querem aproximar dos temas da biologia e medicina também poderá ser uma boa ferramenta. E ainda pode ser complementado pelos vídeos criados pela equipa da instituição.

“A ideia-base era transmitir conceitos básicos relacionados com células estaminais, as suas propriedades e possíveis utilizações. E também explicar alguns problemas no uso potencial da tecnologia”, explicam os autores no site EuroStemCell, onde disponibilizaram o livro (em português e inglês). “Tentámos transmitir de forma o mais correta possível conceitos científicos básicos, mas igualmente variar a perspectiva da história de modo a não cansar os leitores.”

Quanto melhores os conhecimentos que as pessoas têm em áreas científicas – no caso particular, a investigação biomédica –, mais informadas serão as tomadas de posição enquanto cidadãos. O CNC tentou perceber até que ponto as atividades de divulgação de ciência – crónicas nos jornais, entrevistas na rádio, vídeos e o livro de banda desenhada – têm contribuído para isso. Num artigo publicado em julho na revista científica PLOS One concluíram que “são ferramentas valiosas para espalhar as mensagens científicas”, “especialmente para o formato de banda desenha”.

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