Depois da visita à Salsicharia Tradicional em Gimonde (Bragança), Maria de Belém Roseira aproveitou o almoço para fazer o PS em picadinho. “Era o que faltava ser mais importante apoiar independentes” do que militantes do PS, atirou.

É a primeira vez que Maria de Belém fala abertamente sobre a falta de apoio do PS à sua candidatura. E não deixou a coisa por menos. Uma militante socialista como ela “não pode ser discriminada” em relação a outros candidatos que se dizem independentes, insistiu.

“Não posso ser considerada como menos digna” do apoio do PS por “ser militante socialista”, insistiu a ex-presidente do PS. “Sou socialista com muito gosto e com muita honra. Não tenho vergonha de ser militante socialista” e o PS também não deve ter vergonha de abraçar os seus princípios, defendeu Maria de Belém.

Esta é uma ideia que já no domingo tinha marcado o discurso de Maria de Belém: o PS tem de ser fiel às suas causas. Causas que Maria de Belém sempre defendeu, repetiu. A ligação está lá, embora implícita: a ex-presidente do PS esteve sempre ao lado do PS, mas o PS não está agora com ela.

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A ex-ministra da Saúde voltou lembrar o percurso de 40 anos de serviço público como prova de garantia do que será se for eleita Presidente da República. Já em relação aos outros candidatos, diz Belém, “não sabemos” o que farão quando estiverem em Belém.

É Maria de Belém que está em melhores condições para derrotar Marcelo Rebelo de Sousa, garante a própria. E, por isso, a socialista deixou o primeiro grande apelo ao voto nesta campanha eleitoral: “Voto útil é voto na minha candidatura”.