Peeling: que palavra feia, tem toda a razão. E de certeza que, sempre que a ouve, pensa em descamação e algo agressivo e demasiado invasivo para a pele. Algo que só deveríamos fazer lá para os 60 anos. Mas é exatamente aí que se engana: a pele jovem tem um ciclo de vida de cerca de 28 dias. Mas, de ano para ano, esta renovação celular começa a ser cada vez mais lenta. Ou seja, as células novas têm uma maior dificuldade em substituir as antigas e a pele começa a envelhecer.

É por isto que, a partir dos 30 anos, os peelings deveriam ser, não uma palavra feia, mas um dos grandes aliados de todas as mulheres porque destroem a camada superficial da pele e, ao reforçarem a renovação celular que, com a idade, começa a abrandar, dão lugar a uma pele nova e com menos rugas, manchas e outras imperfeições. Qualquer coisa como atrasar o envelhecimento.

Para que não existam dúvidas, eis tudo o que precisa de saber:

Os vários tipos de peeling

Peeling físico. É a chamada esfoliação que todas fazemos (ou deveríamos fazer) semanalmente em casa através de um lixamento manual com pequenas partículas sólidas num creme, emulsão ou gel que removem as células mortas através da fricção que exercem sobre a pele.

Peeling mecânico. É um pouco mais profundo e geralmente é feito com rolos, pincéis ou instrumentos que contêm micropartículas como microcristais ou pedras incorporadas. Um exemplo comum é através de equipamentos dermoabrasores, como a técnica de microdermoabrasão que tem uma ação superficial, atingindo apenas as camadas da epiderme sendo, por isso, uma técnica não invasiva e das mais populares hoje em dia: deixa a pele lisa e brilhante.

Peeling químico. É um tratamento que se realiza através da aplicação de uma camada fina de ácidos na pele. Pode ser superficial, médio ou profundo e a sua escolha varia com a necessidade do tratamento da pele e dos ácidos que são usados — AHA, ácido glicólico, salicílico, retinoico, entre outros. Aplicados na pele em forma líquida ou como uma máscara, vão exercer uma espécie de amolecimento das células mortas que acabam por ser destruídas e substituídas por outras mais jovens após a cicatrização. Por atuar em profundidade, é o mais adequado a pessoas com manchas, poros muito dilatados, oleosidade excessiva, rugas ou acne.

Atuar na prevenção

Tal como em tudo na vida, aquilo que pode ser prevenido terá melhores resultados no futuro. É por isso que, atualmente, já existem vários produtos no mercado com ação de peeling e renovação cutânea que atuam nas manchas, nas cicatrizes de acne, nos poros obstruídos, na regeneração celular ou nas rugas. Todas estas fórmulas de efeito peeling são uma boa opção para melhorar a textura da pele por forma a que a ida à clínica de estética possa ser atrasada.

Veja algumas sugestões na fotogaleria acima.