O secretário-geral do PSOE (Partido Socialista Operário Espanhol), Pedro Sánchez, fica hoje a saber se será o único candidato nas primárias do partido para as eleições legislativas de 26 de junho em Espanha.

As primárias do PSOE – que visam escolher um candidato do partido para a corrida a presidente do Governo de Espanha – começaram no passado domingo e, até ao momento, apenas Pedro Sánchez anunciou que queria submeter-se aos votos dos militantes.

Desde que assumiu o cargo de secretário-geral do PSOE (julho de 2014), Sánchez já enfrentou três processos de primárias, ainda que apenas na primeira tenha ido a votos.

Nas primárias de 2015 – prévias às eleições gerais de dezembro – nenhum militante socialista conseguiu reunir as assinaturas necessárias para disputar a corrida à Moncloa (sede do Governo espanhol) ao líder socialista, logo não foi preciso votação.

O prazo para apresentação de candidaturas no PSOE termina hoje, não se prevendo que nenhum dos “pesos pesados” regionais do partido se apresente com as assinaturas necessárias (cerca de 9.500 ou 5% da militância) para ameaçar a liderança de Pedro Sánchez.

O líder socialista deverá assim apresentar-se novamente às legislativas espanholas de 26 de junho, depois de em dezembro ter obtido o pior resultado dos socialistas numas eleições gerais (90 deputados) e ter passado quatro meses a tentar um acordo com outras forças políticas que lhe permitissem obter maioria no Congresso dos Deputados.

Sánchez conseguiu o apoio insuficiente do Ciudadanos (centro-direita, 40 deputados), mas recusou-se a negociar com o partido vencedor das eleições (PP, direita, com 123 deputados).

Também não aceitou a proposta de governo de coligação com a esquerda radical do Podemos (69 deputados) e os comunistas da Izquierda Unida (2 assentos).

Caso até hoje não surja nenhum rival à candidatura de Pedro Sánchez, no domingo o líder socialista será formalizado como candidato à presidência, evitando-se a votação prevista para 14 de maio.

Ainda assim, Pedro Sánchez terá à mesma de recolher as assinaturas necessárias dos militantes (no ano passado recolheu 27.249 assinaturas).

O principal adversário do PSOE nas eleições de junho, o PP, não realiza primárias para escolher o candidato do partido à presidência do Governo.

O presidente dos “populares” e atual primeiro-ministro espanhol em funções, Mariano Rajoy, deverá ser o candidato do PP à Moncloa.