536kWh poupados com o Logótipo da MEO Energia Logótipo da MEO Energia
i

A opção Dark Mode permite-lhe poupar até 30% de bateria.

Reduza a sua pegada ecológica.
Saiba mais

Logótipo da MEO Energia

Adere à Fibra do MEO com a máxima velocidade desde 32.99/mês aqui.

Comentador político baleado em Maputo

Este artigo tem mais de 5 anos

Jaime José Macuane e professor na Universidade Eduardo Mondlane foi baleado na zona de Marracuene, em Maputo. O analista político está internado numa clínica na cidade.

Moçambique tem vivido uma forte tensão político-militar nos últimos anos e a situação intensificou-se recentemente
i

Moçambique tem vivido uma forte tensão político-militar nos últimos anos e a situação intensificou-se recentemente

Antonio Cotrim/LUSA

Moçambique tem vivido uma forte tensão político-militar nos últimos anos e a situação intensificou-se recentemente

Antonio Cotrim/LUSA

O analista político Jaime José Macuane foi baleado nas pernas por desconhecidos, esta manhã em Maputo, tendo sido deixado abandonado na estrada. Macuane está internado numa clínica privada na capital de Moçambique.

A notícia começou por ser avançada pela Folha de Maputo que adiantou que o politólogo fora atingido esta segunda-feira por “indivíduos desconhecidos”, divulgando mesmo uma imagem do analista político que terá sido baleado na zona de Marracuene, em Maputo. A mesma imagem que está a ser divulgada no facebook do CanalMoz.

Jaime José Macuane faz comentário político todos os domingo no programa “Pontos de Vista” da STV, um canal televisivo moçambicano que entretanto confirmou o ataque, tem 42 anos, é doutorado pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro, da Universidade Cândido Mendes e é professor na faculdade de Ciência Política e Administração Pública da Universidade Eduardo Mondlane. É especialista em questões relativas ao poder local em Moçambique.

Uma investigadora portuguesa do Instituto dos Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa, professora associada na mesma universidade de Moçambique, é amiga de Macuane e escreveu na sua página de facebook que o analista político moçambicano já tinha falado do risco que correria. Elisabete Azevedo contou: “O José Jaime já me dizia há muito que um dia seria ele e eu temia mas animava-o e dizia-lhe que não. Há umas semanas estivemos juntos e disse-lhe para ter cuidado. Riu-se e disse ‘se forem para me apanhar, apanham-me sempre’. Repeti ‘tem cuidado’”. “Vão começar a matar-nos nas ruas”, terá dito ainda Macuane à amiga sobre a intervenção policial (das Forças de Intervenção Rápida moçambicana) num comício das eleições municipais na Beira.

Há cerca de um ano foi atingido nas ruas de Maputo, bem no centro da cidade, o constitucionalista Gilles Cistac, acabando por morrer já no hospital. O professor catedrático de Direito Constitucional na Universidade Eduardo Mondlane era um defensor da autonomia da Renamo para gerir as províncias do país em que tinha vencido as eleições, um debate intenso no país que já nessa altura vivia grande tensão (que existe desde 2012) entre o braço armado do partido da oposição e o exército. O conflito político-militar entre Frelimo (o partido do poder) e a Renamo não tem abrandado desde então, com o líder da oposição, Afonso Dhlakama, escondido na base da Gorongosa desde 2012.

Na altura, o presidente da Comissão Nacional dos Direitos Humanos, Custódio Duma, afirmou à AFP que se tratou de “uma afronta ao Estado de direito e à liberdade de expressão. Gilles Cistac é uma pessoa conhecida, com opiniões bem vincadas. Isto mostra a insegurança total em que vivemos: qualquer um pode ser abatido pelas suas opiniões”.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR

Ofereça este artigo a um amigo

Enquanto assinante, tem para partilhar este mês.

A enviar artigo...

Artigo oferecido com sucesso

Ainda tem para partilhar este mês.

O seu amigo vai receber, nos próximos minutos, um e-mail com uma ligação para ler este artigo gratuitamente.

Ofereça artigos por mês ao ser assinante do Observador

Partilhe os seus artigos preferidos com os seus amigos.
Quem recebe só precisa de iniciar a sessão na conta Observador e poderá ler o artigo, mesmo que não seja assinante.

Este artigo foi-lhe oferecido pelo nosso assinante . Assine o Observador hoje, e tenha acesso ilimitado a todo o nosso conteúdo. Veja aqui as suas opções.

Atingiu o limite de artigos que pode oferecer

Já ofereceu artigos este mês.
A partir de 1 de poderá oferecer mais artigos aos seus amigos.

Aconteceu um erro

Por favor tente mais tarde.

Atenção

Este artigo só pode ser lido por um utilizador registado com o mesmo endereço de email que recebeu esta oferta.
Para conseguir ler o artigo inicie sessão com o endereço de email correto.