Cerca de sete por cento das mulheres e quatro por cento dos homens imigrantes vindos da África subsariana e a viver no distrito de Lisboa tiveram resultado reativo no teste rápido do VIH, que pode indicar presença da infeção.

Os dados constam de um estudo do Instituto de Higiene e Medicina Tropical que será apresentado na terça-feira em Lisboa e que caracterizou a prevalência de infeção pelo VIH/sida em comunidades imigrantes em zonas de maior vulnerabilidade social e exclusão do distrito de Lisboa.

Mais de metade dos participantes nunca tinha realizado um teste antes e mais de um terço com resultado positivo ao VIH não tinha conhecimento de que eram portadores da infeção, segundos dados parciais a que a agência Lusa teve acesso.

Os autores do estudo vincam que se trata de uma amostra específica de imigrantes, em particular situação de vulnerabilidade social e de exclusão, e que não espelha a realidade da infeção pelo VIH nos imigrantes em Portugal.

Além disso, indicam os investigadores, os dados alertam para a necessidade de melhorar o acesso a serviços de saúde, incluindo na área sexual, aumentando também a cobertura do teste para o VIH na população imigrante.

Outros dados do estudo indicam que mais de metade dos participantes não sabe onde realizar os testes do VIH e indica não ter recebido preservativos gratuitos no último ano.

A investigação, solicitada e financiada pela Direção-geral da Saúde (DGS), contou com a participação voluntária de 790 imigrantes da África subsariana residentes em Portugal. Os participantes responderam a um questionário e fizeram o teste rápido para o VIH.