Rádio Observador

Presidente da República

Presidente diz que programa de Governo de Costa “não está assim tão longe” de Passos

1.315

Em entrevista ao Die Welt, Marcelo Rebelo de Sousa afirmou que não há muitas diferenças entre o programa da maioria PSD/CDS e o atual Governo do PS. "A realidade é o que é", rematou.

Getty Images

Autor
  • Catarina Falcão

O Presidente da República afirmou que o programa do PS “não está assim tão longe daquilo que o anterior Governo fez”. Marcelo Rebelo de Sousa considerou que “a realidade é como é” e a União Europeia condiciona a ação dos executivos. “A UE tem nesta altura tantos problemas – refugiados, migrações, Brexit, política de segurança – que não se pode agora perder um segundo com problemas que em 2010 ou 2011 pareciam de vida ou de morte”, afirmou o Presidente.

Em entrevista ao jornal alemão Die Welt, Marcelo Rebelo de Sousa falou sobre a situação portuguesa e como é que Portugal vê a Alemanha. O realismo do Presidente em relação aos principais partidos também se estendeu ao entendimento sobre o acordo à esquerda, com Marcelo Rebelo de Sousa a afirmar que Partido Comunista e Bloco de Esquerda “aceitaram a realidade”. “A disposição para o compromisso dos membros dos partidos e a vontade de apoiar o Governo foram, até agora, mais fortes do que os ideais. Isto funciona já há seis meses. As pessoas antes diziam que seria impossível, que socialistas e os partidos mais à esquerda nunca se entenderiam, que não aprovariam um programa de Governo e que não aprovariam um Orçamento do Estado. Até agora, conseguiram isto tudo”, afirmou o Presidente.

Em visita a Berlim, Marcelo Rebelo de Sousa referiu ainda que o Governo de Passos Coelho “fez tudo” para cumprir as obrigações e na sua oposição às sanções a Bruxelas. “Tinham um trabalho muito difícil. Agora falamos apenas de uma diferença de 0,4%. Na realidade, não é quase nada quando comparado com o que tínhamos no passado, e há que valorizar também a enorme evolução conseguida. Nessa altura foram por vezes 7% de novo endividamento. Procuramos cumprir as nossas obrigações internacionais e temos a impressão que nunca ninguém foi penalizado. Penalizar os cidadãos portugueses apesar dos esforços que fizeram seria verdadeiramente injusto“, disse o Presidente.

Marcelo Rebelo de Sousa referiu ainda que muitos dos países que agora fecham as portas aos refugiados, devem muito à Europa e à Alemanha, insistindo que em Portugal não se esquece o apoio dado por este país à construção da democracia no pós-25 de abril. “Falta à Europa uma estratégia de longo prazo. Sou um europeísta e continuo a acreditar na Europa. Contudo, há cada vez mais europeus – até políticos europeus – que começam a deixar de acreditar na Europa: defendem apenas os seus próprios interesses, e falta-lhes gratidão”, referiu o Presidente.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
Eleições Legislativas

Afluir de Rio em Costa instável

Gonçalo Sobral Martins

O líder do PSD fez ver que Portugal não soube aproveitar uma conjuntura externa extraordinária: apesar dos juros do BCE e do crescimento económico da zona-euro, nada melhorou substancialmente.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)